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Crise Econômica - Ferrovia quer carga de caminhão PDF Imprimir E-mail
06/05/2009 - 13:18 - Agência Estado

A forte queda do comércio internacional tem estimulado as ferrovias brasileiras a expandir sua atuação em setores voltados ao mercado interno - até então atendido apenas por caminhões. Entre eles está a cadeia de fornecedores da construção civil, segmento petroquímico, alimentos e produtos florestais.
A estratégia de diversificação ganhou força nos últimos meses com os prejuízos causados pela retração da economia mundial, já que o comércio exterior responde por 82% de toda movimentação de carga feita pelas concessionárias. "O corredor exportação/importação ainda é o conceito da nossa ferrovia", destacou o diretor executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça.

Mas, segundo ele, a movimentação interna tem ganhado cada vez mais espaço no transporte ferroviário, especialmente com a expansão da malha nacional (a expectativa é de 10 mil quilômetros de novos trilhos até 2015). Por enquanto, a adesão tem contado com grandes nomes como Cosan, Votorantim, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Camargo Corrêa, entre outras.

"Com o cenário adverso, vários setores têm repensado a importância da logística no custo do produto", observa o diretor de cargas industrializadas da América Latina Logística (ALL), Sergio Nahuz. A concessionária tem apostado na movimentação interna de produtos, como madeiras, material de construção, papel e celulose, MDF (matéria-prima para móveis) e papelão.

No setor de consumo, que inclui arroz, açúcar e mercadorias frigorificadas (carnes), o transporte da empresa aumentou 50% só no primeiro trimestre deste ano. Outra aposta da ferrovia é a expansão do transporte de contêineres, que também cresceu 150% no período.

Em meados de abril, a ALL anunciou a construção de um terminal em Alto Taquari, no Mato Grosso, para atrair novos clientes, como os frigoríficos e agricultores. Dois terços dessa movimentação será destinada ao mercado externo e o restante para o consumo no País. Para isso, a ALL, adaptou a malha para a recarga dos contêineres frigorificados, com pontos em Campinas e Santos. Outros seis terminais serão construídos em Cruz Alta, Ponta Grossa, Araraquara, Telêmaco Borba, Passo Fundo e Campinas.

Na MRS Logística, cujo volume de cargas caiu cerca de 40%, em especial por causa do recuo das exportações de minérios, a saída foi encontrar alternativas voltadas ao mercado interno. A empresa firmou parceria com a CSN para escoar a produção da cimentos da Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda. Os trens da concessionária levarão o produto ensacado até terminais localizados nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. A expectativa é movimentar 1,4 milhão de toneladas por ano.

De olho nesse mercado, a Amsted Maxion desenvolveu o vagão cegonheiro para transporte de veículos. A primeira produção, com capacidade de 12 carros, foi vendida para a Arábia Saudita. Para o mercado interno, segundo Vicente Abate, diretor da empresa, o vagão será totalmente fechado, para evitar roubos e vandalismo.
 
30 de Abril - Dia do ferroviário é comemorado nesta data PDF Imprimir E-mail

 

Divulgação/RFFSA

Baroneza, a primira locomotiva a circular no Brasil

O ferroviário, isto é, o trabalhador das estradas de ferro, também tem o seu dia. É o 30 de abril. Por quê? Porque em 30 de abril de 1854 inaugurou-se a primeira linha ferroviária do Brasil, numa viagem que contou com a ilustre presença do imperador dom Pedro 2º e da imperatriz Tereza Cristina.

A Estrada de Ferro Petrópolis, que tinha cerca de 14km de trilhos, ligava o Rio de Janeiro a Raiz da Serra, na direção da cidade que batizou a ferrovia. Ela foi um empreendimento do empresário Irineu Evangelista de Sousa, que por isso recebeu do governo imperial o título de barão de Mauá.

Hoje, pode não parecer, mas as estradas de ferro e seus trabalhadores já foram muito importantes para o desenvolvimento de nosso país. A história do Brasil, em diversos sentidos, caminhou sobre os trilhos dos trens, puxada pelas locomotivas. Quer um exemplo surpreendente?

Os ingleses e o futebol
As duas primeiras bolas de futebol trazidas para o Brasil, que introduziu aqui esse esporte britânico, foram utilizadas numa partida entre os funcionários da São Paulo Railway (= estrada de ferro) e os da Companhia de Gás. Os ferroviários ganharam por 4 a 2.

Na verdade, assim como o futebol, a ferrovia é uma invenção dos ingleses. A primeira locomotiva da história foi projetada pelo engenheiro George Stephenson (1781-1848). Seus resutados para o transporte de carga e passageiros foram surpreendentes. Afinal, os transportes terrestres da época tinham tração animal e a locomotiva (de "locomotion", locomoção, movimento) atingia uma velocidade incrível: 20 quilômetros por hora.

Os trens rapidamente se difundiram no mundo e no Brasil. Aqui, em 1889 já havia 10 mil quilômetros de linhas férreas e, no centenário da inauguração da estrada de Mauá, em 1954, os trilhos já haviam atingido cerca de 40 mil quilômetros. Ao longo de todo esse tempo, várias outras vezes os ferroviários ajudaram a transportar nossa história.

A locomotiva da história
Em 1930, Getúlio Vargas pegou um trem no Rio Grande do Sul e seguiu para o Rio de Janeiro, conduzindo as tropas gaúchas que iriam depor o presidente Washington Luís e começar um novo período da história nacional. Da mesma maneira, viajavam de trem as tropas paulistas que se insurgiram contra Getúlio em 1932, lutando pela promulgação de uma nova Constituição.

Na década de 1950, o trem era o principal meio de transporte entre as duas maiores cidades do país: São Paulo e o Rio de Janeiro. A ponte aérea só surgiria em 1959. Contudo, não foi o avião, mas a indústria automobilística, que o presidente Juscelino Kubitschek trouxe para o Brasil, na virada da década de 50 para a de 1960.

Com isso, as estradas de ferro entram em decadência. Infelizmente, pois se trata de um meio de transporte eficiente, barato e limpo, no que se refere à poluição ambiental. Hoje em dia, a malha ferroviária do país chega somente a cerca de 30 mil quilômetros, utilizada em sua maioria para o transporte de carga.

Trem-bala
Você pode estar pensando que isso é natural, que o trem era uma coisa do passado, que se tornou ultrapassada com o surgimento dos carros, dos ônibus, dos automóveis, mas isso absolutamente não é verdade. A importância do passado ressalta que as ferrovias também podem ser uma grande opção de transporte no futuro. Nas grandes cidades, os trens já são importantíssimos, transportando passageiros por debaixo da terra nos metrôs.

Além disso, a tecnologia ferroviária evolui muito ao longo de quase dois séculos. O trem-bala japonês, que une as cidades de Tóquio e Osaka, atinge uma velocidade média de 300Km/h. No Brasil o Ministério dos Transportes fala em abrir uma concorrência para criar uma PPP (Parceria Público-Privada) para a construção de um trem-bala entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

Ele percorreria os 400Km que separa as duas cidades em uma hora e meia, viajanado a uma velocidade média de 280Km/h. Este talvez já seja um bom motivo para se comemorar com entusiasmo o dia do ferroviário.

Sites para pesquisar



http://educacao.uol.com.br/datas-comemorativas/ult1688u45.jhtm
 
Aposentados da Rede Ferroviária penam com baixos salários PDF Imprimir E-mail
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