home diretoria acts juridico informativo delegacias contato fotos
Seta Home arrow Notí­cias 01/09/2014  
 
Novidades do Site

 

Notí­cias
STM aponta desafios para trem-bala E-mail

Leandro Nogueira

Notícia publicada na edição de 16/01/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 6 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
 
  • Fábio Rogério Cogita-se três alternativas: compartilhar os trilhos com o transporte de carga ou a atual faixa de terra para a instalação e ainda um novo traçado de linha férrea

A necessidade de alterar mais de 230 curvas para reduzir a sinuosidade que impõe limites à velocidade, custosas desapropriações, trechos que exigem corte e aterro, inclusive em rocha, que provocarão grandes movimentações de terra para a ampliação da faixa ferroviária; instalações de vias junto às várzeas e córregos que sofrem inundações e assoreamentos, transposição na capital do rio e marginal Pinheiros, além da limitação na velocidade ao compartilhar a área com trens metropolitanos. Essa é apenas uma parte dos problemas que precisarão ser sanados para a instalação do trem de passageiros para ligar Sorocaba a São Paulo. O atual governo do Estado, liderado por Geraldo Alckmin (PSDB), quer fazer dos trens regionais a marca da sua administração.

As questões a serem resolvidas foram apontadas por um levantamento da própria Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos (STM) e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Elas constam no caderno “Ligações ferroviárias regionais: considerações preliminares e de diretrizes”, disponível para consulta no site da STM. O passo seguinte após o levantamento que consta no caderno é a contratação de uma empresa por cerca de R$ 1 milhão para elaborar, no prazo aproximado de um ano, os estudos de viabilidade técnica, operacional e ambiental de inserção urbana e projeto funcional. O edital para tal contratação foi publicado em outubro do ano passado. Quando o estudo estiver pronto, a STM e a CPTM definirão os traçados e outras características que considerar viáveis, técnica e economicamente.

Segundo a STM, a linha Sorocaba-São Paulo também será utilizada por passageiros de Mairinque, São Roque, Alumínio, Votorantim, Itu e Salto. Conforto e regularidade na prestação desse serviço são apenas duas das condições consideradas indispensáveis para atrair usuários para o serviço. O levantamento aponta a necessidade de adotar soluções em trechos junto às várzeas de rios e córregos que ainda sofrem inundações e assoreamentos, provocados pelo rápido acúmulo de águas, não drenadas e não absorvidas adequadamente nas áreas urbanas, muito impermeabilizadas.

 

Sorocaba em 2º plano?

 

Em reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, na última segunda-feira, dia 10, o novo secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, declarou que se fracassar a licitação do governo federal para o trem-bala que ligará São José dos Campos a Capital e Campinas a Capital, o governo do estado vai implantar tais itinerários com um trem de 180 km/h. Já, se houver avanço do trem-bala, vai priorizar os eixos entre São Paulo, Santos e Sorocaba como complementos. Na própria segunda-feira, o Cruzeiro do Sul questionou a STM como ficaria a prioridade para Sorocaba se não houver avanço do trem-bala do Governo Federal. A resposta foi que o secretário não poderia atender e nem pela assessoria de imprensa essa questão específica foi respondida. “O que sonho como marca do Geraldo? A volta dos trens regionais”, foram palavras do novo secretário Jurandir Fernandes à Folha de S.Paulo.

 

Opções de traçado

 

O secretário Fernandes falou à Folha de S.Paulo no aproveitamento de boa parte da via férrea já existente. O levantamento da própria STM e CPTM apresenta três alternativas: compartilhar os trilhos com o transporte de carga; compartilhar a atual faixa de terra para a instalação de novos trilhos; ou ainda um novo traçado de linha férrea. O compartilhamento das linhas entre os trens de carga e os de passageiros não é considerado apresentado como viável por conta da intenção de expandir o transporte de cargas ferroviárias e os corredores de exportação.

Quanto à construção de um novo traçado, recomenda-se a possibilidade de compartilhar as faixas de terra já destinadas ao uso ferroviário. O compartilhamento da faixa de terra que pertence à ferrovia é recomendada com a observação da necessidade de corrigir curvas, traçado de rampas, o uso de área sob concessão federal, além de desapropriações. Observa que os espaços vizinhos à ferrovia pode resultar em perfil de curvas e rampas e extensões não viáveis aos desempenhos de velocidade que resultem em tempos competitivos de viagem.

Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=39&id=385943

 
Ampliação da malha ferroviária no país cria oportunidades E-mail
02/08/2010 - Mercado de trabalho: Empresas treinam nova geração para suprir carência de profissionais especializados.

Por Maurício Oliveira, para o Valor, de São Paulo

Aos 72 anos, o aposentado José Nunes ficou emocionado ao saber que a neta Flaviaine Pereira, 24 anos, trabalharia no setor de ferrovias. Ele atuou por muitos anos na manutenção de estradas de ferro, mas se viu obrigado a abandonar a profissão após ter sido demitido durante uma crise do setor. Formada em engenharia de produção, Flaviaine superou 200 outros candidatos que disputavam cada vaga do curso de especialização em engenharia ferroviária da Vale, empresa que administra mais de dez mil quilômetros de ferrovias no país. Durante três meses, entre outubro e dezembro do ano passado, ela mergulhou em uma rotina de dez horas diárias de aulas, palestras com gestores e especialistas da empresa e visitas técnicas nos fins de semana, além de ter que estudar para pelo menos duas provas semanais.

Ao final do curso, foi contratada para o cargo de engenheira ferroviária do setor de planejamento e controle de manutenção de via. "Estou encantada com as perspectivas da carreira. Tenho certeza de que o setor ferroviário brasileiro viverá nos próximos anos um período de grande expansão e muitas oportunidades para quem atua na área", diz a mineira de Itabira - por coincidência, berço também da empresa para a qual ela trabalha. Solteira e sem filhos, Flaviaine mora em Belo Horizonte, mas viaja com frequência e está em vias de se transferir para o interior do estado. "Uma das premissas dessa carreira é a disponibilidade para mudanças, muitas vezes para pequenas cidades", diz.

A expectativa geral de quem acompanha o setor de logística é de que as oportunidades ligadas às ferrovias - tanto na administração quanto na construção da infraestrutura e dos equipamentos - multipliquem-se gradualmente com a anunciada expansão da malha do país e a necessidade de aprimorar a produtividade das empresas que atuam no setor. O país ainda usa pouco o transporte ferroviário em comparação a outras potências econômicas e a tendência é de que o déficit seja reduzido nos próximos anos por uma questão de competitividade. "O profissional que decide fazer carreira na área de ferrovias não pode ter pressa para subir na carreira. O ritmo é tradicionalmente mais lento, com processos complexos e de longo prazo", alerta o coordenador do MBA em gestão logística da Fipecafi, instituição ligada à FEA/USP, João Bio. Ele foi estagiário da Fepasa e trabalhou por 12 anos no Metrô de São Paulo. "Um dos problemas que engessam o setor em termos de oportunidades de carreira é a dificulda de para a entrada de novas empresas", diz Bio.

Esse fator, contudo, não tem impedido, a criação de postos de trabalho, especialmente nas grandes empresas que já participam ativamente do esforço para ampliar a malha e aprimorar a qualidade dos serviços prestados. Além do curso de formação voltado a engenheiros de qualquer área que queiram se especializar no setor ferroviário - caminho seguido por Flaviaine -, outra porta de entrada na Vale é o programa de trainees. Para os jovens que conseguem passar pelo funil, as perspectivas são promissoras. A empresa já anunciou que planeja investir cada vez mais em estruturas de logística, tanto como apoio para as atividades de mineração quanto para a prestação de serviços terceirizados - a área de transporte ferroviário de cargas faturou US$ 1,3 bilhão no ano passado.

Ler mais...
 
Trabalhadores e trabalhadoras E-mail
Exija do presidente Lula o fim do fator previdenciário e o reajuste dos aposentados, telefone, mande e-mails, faça contato com as autoridades que possam influenciar.
O congresso aprovou, Lula não pode vetar!
Se ele vetar estes benefícios, os trabalhadores tem que vetar a candidata do Lula!
 
Ipea aponta soluções para o transporte de cargas no país E-mail
Cerca de R$ 40 bilhões seria o investimento mínimo para atender as demandas de produção
Maíra Gatto | Brasília (DF)

O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta, dia 19/05/2010, um estudo confirmando que a malha ferroviária brasileira é antiga e está concentrada no Sul e Sudeste. A análise também aponta soluções para esse tipo de transporte de cargas no Brasil.

Cerca de R$ 40 bilhões seria o investimento mínimo para atender a demanda do transporte de cargas pelas ferrovias. De acordo com o Ipea, entre as prioridades estão a recuperação das linhas existentes e a ampliação da malha. A proposta do instituto é concentrar as obras na ferrovia Norte-Sul, ligando o norte do país com o centro-oeste e São Paulo, principalmente para escoar a produção de grãos.
 
Ler mais...
 
Setor privado investe mais em ferrovia que governos Lula e FHC, indica pesquisa E-mail
Desde 1999, quando começava a segunda gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, o capital privado investe mais em ferrovias do que o Estado brasileiro, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao governo federal. Enquanto as injeções feitas pelo capital particular avançaram no período, as do Palácio do Planalto apenas oscilaram.

Os dados indicam também que a predominância do transporte rodoviário fez a participação do sistema ferroviário se limitar, em 2008, a apenas 30% do volume carregado –enquanto em outras nações esse número supera os 50%. Esse é um dos gargalos na infraestrutura brasileira que dificultam investimentos de longo prazo, já que há dificuldades no escoamento da produção agrícola do interior.
 
Ler mais...
 
FCA fecha contrato recorde para transporte de açúcar E-mail
Noticiário cotidiano - Geral
Qua, 03 de Março de 2010 08:55

A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), subsidiária da Vale, fechou o maior contrato de transporte de açúcar da sua história com a Copersucar. Pelo acordo a FCA vai levar 500 mil toneladas de açúcar ao ano de Ribeirão Preto para o porto de Santos.
A ferrovia fechou 2009 com 1,3 milhão de toneladas de açúcar transportados por sua rede, um aumento de 44% em relação a 2008. Segundo o diretor comercial da empresa, Fabiano Lorenzi, dois outros contratos importantes de açúcar devem incrementar a carga este ano: com a trading ED & F Man e com a usina Santa Juliana, em Minas Gerais, de propriedade da Bunge, fechados entre outubro e novembro.
Juntos os novos contratos podem garantir uma elevação de até 70% da carga de açúcar transportada pela ferrovia - que ultrapassaria 2 milhões de toneladas ao ano. Foram 360 mil toneladas ao ano fechados com a ED & Man e 180 mil com a Bunge - que incluiu 150 milhões de litros de álcool.
De acordo com Fabiano Lorenzi, hoje há apenas um acordo com a Copersucar que garante o transporte de cerca de 200 mil toneladas/ano. O contrato mais do que dobra o volume, e exigirá investimentos em terminais de carga em Ribeirão Preto e em Santos - bancados pela Copersucar. O contrato prevê o transporte de 2,4 milhões de toneladas em cinco anos.
Em 2009 a FCA transportou 8,4 milhões de toneladas em produtos agrícolas, principal carga da empresa, responsável por 37% do total de 22 milhões de toneladas - e por 53% da receita líquida, que fechou 2009 em R$ 678 milhões. As principais cargas são soja, farelo e milho, totalizando 4,9 milhões de toneladas. A melhora dos resultados no setor de açúcar e álcool este ano ajudou a compensar o fraco desempenho na carga industrial - produtos siderúrgicos e ferro gusa para o mercado interno, entre outros. Nesse ramo, a receita caiu em 25% entre 2008 e 2009.
A malha da FCA passa pelo centro do Estado de São Paulo, segue por Uberlândia e termina em Brasília, não concorre diretamente com a malha da ALL, que tem atuação consolidada no setor de açúcar e álcool no noroeste paulista. A ALL fechou recentemente um contrato com a Cosan para a constituição da Rumo, que deverá transportar 9 milhões de toneladas de açúcar por ano.Fernando Teixeira, de São Paulo)

Fonte: http://portosenavios.com.br/site/noticiario/geral/1419-fca-fecha-contrato-recorde-para-transporte-de-acucar
 
 
Simulador de trem vai preparar maquinistas para enfrentar situações adversas E-mail


Gisela Cabral

Publicação: 14/02/2010 11:32 Atualização: 14/02/2010 17:37
As imagens em terceira dimensão parecem ter saído de um jogo de videogame. Elas mostram um trem completo que viaja sobre uma estrada de ferro, às vezes sob condições climáticas adversas, como chuva e neblina. Pode parecer pura diversão, mas o primeiro simulador de realidade virtual para trens do Brasil serve a um propósito bastante sério. Ele foi desenvolvido pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Companhia Vale para capacitar maquinistas. O equipamento utiliza imagens de satélite que reproduzem trajetos reais, além de considerar as características do veículo, como aderência da roda ao trilho, eficiência da frenagem, consumo de combustível e procedimentos de segurança.

A iniciativa surgiu a partir da demanda da Vale que, atualmente, opera cerca de 10 mil quilômetros de ferrovias no Brasil, compreendendo as malhas das estradas de ferro Vitória-Minas Gerais, Carajás, Norte Sul e Ferrovia Centro-Atlântica. A companhia investiu R$ 2,5 milhões no simulador de realidade virtual.

De acordo com o coordenador do projeto pela USP, o engenheiro Roberto Spinola, toda a tecnologia utilizada é brasileira. “O sistema é composto por programas numéricos que desenvolvem ou calculam o comportamento dinâmico dos diversos componentes que o trem possui, além dos obstáculos encontrados. Tudo isso é transformado em equações que são resolvidas dentro de um computador”, afirma.

O pesquisador explica que, para funcionar, o projeto necessita de três redes interligadas (veja quadro). Para comandar o trem, o usuário utiliza uma cabine com painel de comando, semelhante aos compartimentos instalados nos trens de verdade. Cada um dos computadores, conforme Spinola, desempenha uma função específica. Já a imagem é uma das novidades do sistema, pois é gerada a partir de uma base georreferenciada. “Isso significa que pegamos uma foto do satélite, que descreve o relevo, e a imagem é gerada a partir dessa base. Com isso, a simulação ocorre a partir de um dado real”, destaca, lembrando que o treinamento também pode ser feito pela internet.

Fora de perigo
Para os especialistas, uma das grandes vantagens do simulador é o fato de não colocar a vida dos maquinistas em risco. Situações de perigo, como panes em determinados equipamentos, degradação do sistema de freios ou perda de capacidade de tração dos motores das locomotivas, também podem ser previamente detectadas. “Os maquinistas estarão expostos a situações reais de operação”, reforça o gerente de Inovação e Desenvolvimento Rodoviário da Vale, Gustavo Mucci. Além disso, as vantagens para a empresa são grandes, pois o sistema ainda economiza combustível e reduz o desgaste das locomotivas e vagões.

Até o fim do ano, a companhia planeja treinar 540 maquinistas. O fato de ter sido desenvolvido Brasil, segundo Mucci, fez com que o sistema apresentasse custos menores, comparado aos programas usados pela empresa anteriormente, adquiridos no exterior. Nos últimos oito anos, a Vale investiu R$ 9,5 milhões em tecnologia de simuladores. A previsão é que, a partir do segundo semestre, sejam instaladas cerca de 24 cabines de treinamento.

Para o professor do programa de pós-graduação em transportes da Universidade de Brasília (UnB) Joaquim Aragão, as ferrovias apresentam uma história problemática no Brasil. “Na época do Império, houve muitos erros relacionados à política de concessão, e isso não levou à construção de uma rede inadequada”, explica o especialista, referindo-se aos interesses de grandes produtores de café que acabaram desviando as ferrovias de seu papel principal: servir o país inteiro. Segundo ele, o país passou a ter uma rede mínima com 40 anos de atraso, e, com a chegada do automóvel, o uso das estradas de ferro caíram ainda mais no esquecimento. “As ferrovias passaram a ser mais dispendiosas”, afirma.
 
Governo vai rever modelo de concessões ferroviárias E-mail
FerroviaPlano prevê separar construção, manutenção e controle da operação nas linhas

Ministério diz que novo modelo eleva competição e quer aplicá-lo na concessão do tramo sul da ferrovia Norte-Sul ainda neste ano

Instituições do governo federal preparam a revisão da modelagem de concessão ferroviária vigente hoje no país. Os estudos, em fase final de elaboração, preveem a exclusão dos operadores das ferrovias das novas licitações. Nada muda nas concessões vigentes.

Se a proposta for implantada de fato, as concessões incluirão no rol de atribuições do concessionário a construção da ferrovia, a manutenção da linha e o controle do tráfego de trens. Funcionará como uma concessão rodoviária, livre ao acesso de todos mediante o pagamento de um pedágio (no caso, o direito de passagem pela linha).

O governo tenta emular modelo adotado pela espanhola Adif (Administradora de Infraestruturas Ferroviárias).

O governo tem pressa. A ideia é aplicar a nova modelagem de concessão para leilões que irão ocorrer ainda neste ano, entre os quais: as subconcessões dos trechos da Ferrovia de Integração Oeste Leste, entre Ilhéus (BA) e Figueirópolis (TO), e as do tramo sul da Ferrovia Norte-Sul, entre Palmas (TO) e Estrela D'Oeste (SP).





Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/02/09/governo-vai-rever-modelo-de-concessoes-ferroviarias-264798.asp
 
Acordo no TRT põe fim à greve dos ferroviários no RN E-mail
Publicado: quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Escrito por Tribuna do Norte

Um acordo fechado na noite de ontem, no Tribunal Regional do Trabalho, em Natal, pôs fim à greve iniciada na última segunda-feira pelos ferroviários do Rio Grande do Norte. No acordo protocolado pelo procurador José de Lima, ficou acertado que os trens da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) devem voltar a circular normalmente a partir de hoje, mas as negociações deverão continuar durante 30 dias.

No acordo, a CBTU se comprometeu a pagar até o próximo dia 2, a parte dos salários cortadas dos funcionários que não aderiram ao ponto eletrônico, adotado recentemente. Os dias não computados eletronicamente foram descontados dos contracheques, o que revoltou os ferroviários, originando a paralisação.

“Consideramos o acordo positivo, já que o dinheiro que faltava vai ser depositado”, disse Jaime Canela, secretário do Sindicato dos Ferroviários do RN. Para o superintendente da CBTU, Erly Bastos, o acordo também foi positivo. “Teremos 30 dias para revermos as pendências. O importante é que os trens funcionem”.
 
Chineses entram na disputa pela construção do trem-bala brasileiro E-mail
Trem bala chinêsJB Online

RIO DE JANEIRO - Depois de reuniões com o Ministério dos Transportes, em Brasília, uma comitiva do alto escalão do Ministério das Ferrovias da China, liderada pelo diretor-geral Wu Wey, chega ao Rio para uma série de reuniões e visitas técnicas nesta quinta-feira (06/08). Eles serão recebidos pelo secretário estadual de Transportes Julio Lopes. Além do trem-bala, principal assunto da agenda dos chineses, as reuniões no Rio também incluirão os investimentos que o estado está fazendo no sistema de trens e metrô, cuja compra de novos carros foi fechada com a China recentemente.

Pela manhã, os chineses se reúnem com o secretário na sede da empresa Asian Trade Link (ATL), de Marco Polo Moreira Leite, responsável pela vinda da comitiva ao Brasil. Em seguida, a comitiva fará uma visita à Supervia, que receberá 30 trens, comprados pelos estado, que serão fabricados na china pelo consórcio chinês National Machinery Import & Export Corporation. Para conhecer o funcionamento do sistema ferroviário do Rio, os chineses farão uma viagem de trem até o Estádio João Havelange, no Engenho de Dentro, onde participam de um passeio guiado.

Na parte da tarde, a comitiva visitará o sistema metroviário, sendo recebida pelo presidente da concessionária MetrôRio, José Gustavo de Souza Costa. A concessionária também fechou com a China a compra de 19 trens, num total de 114 novos carros, para o metrô do Rio. O contrato foi assinado com o governo chinês em recente visita do governador Sergio Cabral ao país asiático. Na ocasião, os fabricantes da Changchum Railway Vehicles (CNR) se comprometeram a entregar os primeiros carros ainda em 2010.

A visita do governador Sérgio Cabral à China no mês de junho foi decisiva para a entrada dos chineses na concorrência pelo trem-bala e selou a vinda do grupo ao Brasil. O país tem larga experiência em construções e fornecimento de tecnologia para sistemas ferroviários. Recentemente, eles venceram licitações na área de ferrovias na Argentina, no Paquistão, na Indonésia e no Irã.

- Sabemos do interesse de empresas espanholas, japonesas, coreanas e francesas em participar do processo licitatório para construção do primeiro Trem de Alta Velocidade do Brasil. Mas a entrada da China, país detentor de grande experiência no setor ferroviário, vem para agregar ainda mais valor ao nosso projeto – comemora o secretário Julio Lopes, que acompanhou o governador na viagem à China.

O projeto brasileiro, que vai interligar São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro com trens em velocidades superiores a 200 km/h, está estimado em R$ 34,626 bilhões, conforme estudo encomendado pelo governo à consultoria britânica Halcrow.

Em Brasília, os chineses se reuniram com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. Em São Paulo, a agenda é com o secretário de Estado de Transportes, Mauro Arce, e provavelmente com o governador José Serra.

O diretor-presidente da Asian Trade Link (ATL), Marco Polo Moreira Leite, diz que o interesses do chineses pela construção do trem-bala abre novas possibilidades de financiamento ao projeto, devido as reserva trilhonárias da China. De acordo com o empresário, a vitória recente de estatais chinesas para fabricação dos trens e carros de metrô no Rio de Janeiro aguçou o interesse do país asiático no Brasil.

- Os chineses entram no páreo com muito dinheiro para investir, maquinário a preços baixos, tecnologia avançada e mão-de-obra capaz de entregar qualquer encomenda antes do prazo. A chegada deles é motivo para deixar os concorrentes no mínimo preocupados - diz Marco Polo.

De acordo com dados do Ministério das Ferrovias, a China, cuja malha ferroviária totaliza 80 mil quilômetros, tem como meta construir, até 2012, 13 mil quilômetros de linhas de alta velocidade, mais do que todo somatório das linhas de alta velocidade existentes no mundo hoje. Até 2015, os traçados de trem-bala na China devem totalizar 16 mil quilômetros.

17:27 - 05/08/2009
 
MRS tem novo presidente E-mail
O Conselho de Administração da MRS Logística, empresa de transporte ferroviário que tem como acionistas Vale, Usiminas, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o Grupo Gerdau, escolheu ontem o novo presidente da companhia: o engenheiro Eduardo Parente Menezes, que assume o cargo no dia 1º de agosto. O executivo era o responsável pelo escritório da consultoria McKinsey & Company no Rio de Janeiro, onde trabalhava há nove anos, desenvolvendo projetos em diversos países, principalmente nas indústrias de mineração, bens duráveis e transportes.

Eduardo Parente substitui Júlio Fontana Neto, que anunciou na quarta-feira que deixaria a MRS até o final do mês. Na companhia desde 1999, o executivo transformou uma operação deficitária numa empresa lucrativa. No período, a operadora quase triplicou as toneladas úteis transportadas, passando de 55 milhões de toneladas em 99 para 135,8 milhões no ano passado. O faturamento ficou em R$ 3,4 bilhões em 2008.

Apesar dos bons resultados nos últimos anos, a MRS não aproveitou oportunidades de expansão. A estratégia adotada pela companhia priorizou o atendimento aos acionistas, que utilizam sua ferrovia para escoar a produção. A decisão deixou em segundo plano o crescimento da própria MRS. Analistas especulam que este seria o principal motivo para Fontana deixar a presidência.

A MRS possui mais de 1,6 mil quilômetros de ferrovias que ligam Minas Gerais e São Paulo aos portos de Santos e Sepetiba. A companhia transporta principalmente minério de ferro de sua acionista e principal cliente, a Vale.(Fonte: Jornal do Commercio/RJ)

fonte: http://www.portosenavios.com.br
 
 
Governo quer criar mais 12 mil km de trilhos em 10 anos E-mail
http://2.bp.blogspot.com/_nypvXrcbQYw/SKMAWs9-3xI/AAAAAAAABE8/_Q1utgEI-Mk/s400/Trilhos.jpgBRASÍLIA - Acesso fácil e barato aos portos de exportação para o Atlântico norte, para o Atlântico sul e até para o Pacífico, via Peru. Essa rede de transporte pode ficar pronta dentro de uma década, quando terminarem as obras de um sistema de transporte de cargas por ferrovias que cortará o País. Os trilhos passarão pelas grandes áreas produtoras de minérios e de grãos do Sul, Sudeste, Centro-Oeste.

Ao todo, as novas ferrovias deverão ter cerca de 12 mil quilômetros de trilhos, sempre com a bitola larga de 1,6 metro. Os primeiros 585 quilômetros já estão prontos e pertencem à Ferrovia Norte-Sul, cuja construção teve início no governo de José Sarney (1985-1990) e foi incrementada no atual, que já construiu 370 quilômetros. A primeira parte, de 215 quilômetros entre Açailândia e Porto Franco, começou a operar em 1996, no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Desde o início da operação, foram transportadas 5 milhões de toneladas de grãos, com economia calculada em 30% em relação ao preço do frete rodoviário. Até o fim do ano, a Norte-Sul deverá chegar a Palmas, capital do Tocantins. O trecho foi concedido à Vale, que ofereceu R$ 1,47 bilhão e venceu a licitação para explorá-lo por 30 anos. A empresa já está instalando os escritórios nas cidades cortadas pela ferrovia, como Araguaina, Colinas, Guaraí, Paraíso e Palmas. Será inaugurado até dezembro.

Os cerca de 800 quilômetros da capital do Tocantins a Anápolis (50 quilômetros a nordeste de Goiânia) estão todos em obra. O plano é inaugurar a outra parte até julho do ano que vem, informou o presidente da Valec-Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, José Francisco das Neves, conhecido pelo apelido de Juquinha. ?Pode haver um pequeno atraso. Aí, inauguraríamos o restante até o fim de 2010?, disse Juquinha. Em Anápolis já foram terminados dois túneis, um de 460 metros e outro de 360 metros, que passam sob as principais avenidas da cidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/economia,governo-quer-criar-mais-12-mil-km-de-trilhos-em-10-anos,391081,0.htm
 
 
Mineração e siderurgia devem cair até 15% em 2009 E-mail
Marta Vieira - Portal UAI
A indústria da mineração e as usinas siderúrgicas já trabalham com a perspectiva de um balanço negativo de vendas e rentabilidade em 2009, apesar dos sinais de recuperação da produção industrial nos últimos meses, da possibilidade de renovação do acordo de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para os fabricantes de automóveis e da retomada das compras da China. Depois de um longo período de resultados positivos, de 2003 a 2008, este ano passou a ser considerado praticamente perdido para os dois setores de peso da economia mineira. Pedro Galdi, analista de mineração e siderurgia da SLW Corretora, estima em 15% de queda do comércio de aço no Brasil no fechamento de 2009, e não tem dúvidas de que as empresas precisarão de pelo menos dois anos para recuperar os níveis de lucratividade registrados antes da crise financeira mundial.

Embora se considere um otimista, José Luiz Amarante, diretor de marketing e vendas da AngloFerrous, diz que não há como prever o comportamento dos preços e nem mesmo o tempo de reação da demanda em países da Europa e no Japão, onde, aparentemente, a recuperação da economia virá em ritmo mais lento. A AngloFerrous é uma subsidiária da gigante da mineração Anglo American, criada a partir da aquisição de ativos do sistema Minas Rio, que pertenciam à MMX, do empresário Eike Batista. O processo recente de recuperação da indústria é, ainda, muito suave e está aquém do que a siderurgia idealiza, segundo Moacyr Pimenta Brant Filho, analista de marketing do grupo Usiminas. Os dois executivos participaram de debate e palestra de Pedro Galdi sobre os efeitos da crise na produção de minérios e aço, evento promovido pela Câmara Americana de Comércio na Fundação Dom Cabral (FDC).

“Só veremos melhora nas vendas durante o quarto trimestre deste ano, mas os volumes serão negativos e geração de caixa das empresas ficará bem mais reduzida frente a 2008. A situação de quem se endividou tende a ser difícil”, disse Galdi a uma platéia repleta de profissionais da mineração e da siderurgia e de fornecedores e prestadores de serviços. O problema central, na visão do analista, está numa espécie de congelamento das compras no mercado internacional e em estoques de aço altos.
Em dezembro do ano passado, no auge da crise, as empresas vinham trabalhando com produtos armazenados para cerca de quatro meses e meio, que agora baixaram para 75 dias, de acordo com o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). A média de estoques do setor, no entanto, não passou de um mês e meio nos últimos cinco anos. Brant, da Usiminas, afirmou que, mesmo com a reação das vendas, a procura pelos produtos siderúrgicos deve retomar em 2010 os níveis de 2001, afetado pelo apagão de energia brasileiro. “Este ano, a nossa visão é de que o mercado está perdido.”

Para Amarante, da AngloFerrous, há dois fatores positivos nesse cenário: a redução da taxa básica de juros, aquela que remunera os títulos do governo no mercado financeiro e serve de referência para as operações nos bancos e no comércio, e a necessidade de investimentos em infraestrutura de nações como a Arábia Saudita, Irã, Egito e Indonésia.

Forno religado

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou na quinta-feira ter retomado a produção do alto-forno 2 da Usina Presidente Vargas, de Volta Rendonda (RJ), parado há 90 dias para reforma. Conforme comunicado da CSN, o religamento deverá gerar 400 empregos diretos nos próximos meses, em função do aumento da produção de ferro-gusa (matéria-prima da fabricação de aço) na fábrica. Frente à demanda reduzida de mercado, a empresa vai operar com 90% de sua capacidade produtiva na área da metalurgia.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/19/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115241/em_noticia_interna.shtml
 
Mineradora "engole" vilarejo na Grande BH E-mail
Paola Carvalho- Portal Uai
 
Euler Junior/EM/D.A Press
Ruínas de casa abandonada em Souza Noschese, Brumadinho: maior parte dos moradores já deixou o local

O pequeno povoado Souza Noschese, em Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte), passará a existir apenas na memória de quem já esteve no lugar. Depois de décadas de história entre o Rio Paraopeba e os trilhos da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB), hoje MRS Logística, as cerca de 20 casas estão sendo derrubadas para dar lugar ao progresso. Mesmo com a crise mundial e a depreciação do preço do minério de ferro, a mineradora Ferrous Resources do Brasil e o Terminal Serra Azul (TSA), controlado pela Minerita, vão ampliar sua atuação no Quadrilátero Ferrífero e precisam da área ocupada pelo vilarejo. Resultado: compraram praticamente todas as casas no local.

As duas últimas famílias que ainda resistem são as da aposentada Dalzira Gonçalves Dias, 69 anos, e do operador de transporte Celso Ferreira Araújo, 48 anos. Conhecida como dona Nina, Dalzira quer deixar para trás a poeira de minério e os tremores que os caminhões e tratores provocam ao passar pra lá e pra cá durante o dia, a noite e a madrugada – e já aceitou a oferta das empresas. Por outro lado, suspira ao pensar que não pescará mais nas águas do Paraopeba. “Quero sair, mas não vai ser fácil começar de novo”, disse. Natural de Jequié (Bahia), com sete filhos, 37 netos e oito bisnetos, ela conta que mudou para a região ao se casar, há 50 anos.

O marido morreu em um acidente de trabalho. Para manter a casa de cinco cômodos, dois cachorros e ainda cuidar da tireoide que a levou a conviver com uma traqueostomia, dona Nina conta somente com o dinheiro da aposentadoria. O rendimento é pouco para recomeçar. “Me pagaram pouco mais de R$ 30 mil. Comprei uma casa em Mário Campos. Estou para mudar. Meus gastos vão aumentar. Não pagamos água aqui e não terei mais peixe para o almoço e o jantar”, lamenta, ao observar, da poltrona colocada na porta de casa, os poucos dias que lhe restam no Souza Noschese.

Araújo, casado e pai de quatro filhos, é o único que ainda não vendeu a casa aos empresários do minério. “Me ofereceram R$ 45 mil. Mas, com esse valor, não consigo comprar nada. Criei meus filhos com sacrifício. Não vou sair daqui para um barraco de favela”, afirmou. Com esse valor, não conseguirá comprar uma casa com um rio no quintal como hoje, onde pesca curimba e até cascudo. Sem contar o pomar, com pés de manga, mexerica, laranja, acerola, limão e banana. Foi depois de se casar que ele também chegou ao Souza Noschese. Nasceu em Teófilo Otoni (Vale do Mucuri), veio criança para Belo Horizonte e cresceu no Jóquei Serra Verde (Venda Nova). “Minha paixão é domar e treinar cavalos para corrida. Ganhei muitos prêmios aqui e fui para o Rio de Janeiro. Mas conheci minha mulher e vim viver com ela aqui. Será muito complicado viver em outro lugar”, disse.

Entulhos e fantasmas

Dos vizinhos, sobraram entulhos e construções fantasmas. Parte das casas vendidas à Ferrous darão lugar ao projeto de captação de água da empresa, que adquiriu, no local, a Mineradora Esperança – nome que hoje soa de forma irônica aos dois últimos moradores da vila. Aquelas compradas pelo TSA darão espaço à infraestrutura de transporte do terminal, que traz minério de ferro de diferentes siderúrgicas, como ArcelorMittal e Usiminas, para carregamento nos vagões da MRS rumo ao litoral.

Para o economista do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Antônio Lannes, os projetos são um sinal positivo e uma aposta acertada na recuperação do setor. Em razão da crise, os aportes para os próximos cinco anos, em todo o país, caíram de US$ 57 bilhões para US$ 47 bilhões. Mas agora já há indícios de recuperação, como os volumes de exportação. Segundo Lannes, a média diária de exportação, que era de 25 milhões de toneladas de janeiro a outubro de 2008, caiu para 15 milhões no auge da turbulência econômica e, agora, voltou para 19 milhões. “Saímos do fundo do poço”, avalia. Pode ser. Mas Souza Noschese virou, tal como a Itabira de Carlos Drummond de Andrade, apenas um retrato na parede.
 
ALL faz campanha sobre travessia segura de cruzamentos ferroviários E-mail
Colaboradores da América Latina Logística (ALL), empresa que administra a ferrovia na região, realizam hoje, em parceria com a Polícia de Trânsito, blitze educativas em duas passagens de trens em Bauru. A primeira será na avenida Comendador José da Silva Martha, das 9h às 10h, e a segunda na rua Waldemar Ferreira da Silveira, das 11h às 12h. O objetivo é minimizar o risco de acidentes envolvendo veículos, pedestres e trens em cruzamentos dos principais municípios onde há circulação ferroviária.

A blitze educativa faz parte da campanha de segurança realizada anualmente pela ALL. O trabalho começa com a sinalização e manutenção dos cruzamentos e tem seqüência com as blitze para orientação de motoristas e pedestres sobre os cuidados necessários ao transpor a linha férrea. Nesse ano, a campanha será completada com uma terceira etapa, na qual colaboradores da ALL farão palestras em escolas localizadas próximas à linha férrea.

A ação será feita por cerca de dez colaboradores, em cada cidade – todos eles do programa de voluntariado da empresa Amigo da Comunidade. O grupo distribuirá aos motoristas material informativo sobre os riscos de obedecer a sinalização. Cartilhas com linguagem lúdica também serão distribuídas às crianças que passarem pelo local. As campanhas de conscientização em passagens de nível são realizadas pela companhia há oito anos e já atingiram mais de um milhão de pessoas. Neste ano, serão 76 cidades beneficiadas pela campanha por todo o Brasil.

Fonte: Jcnet
 
28º Seminário de Logística E-mail

BH sediará, a partir de quarta, seminário de logística da siderurgia e mineração

Infraestrutura Logística no Brasil: gargalos e perspectivas. Este será o tema da palestra de abertura do 28º Seminário de Logística – Suprimentos, PCP e Transportes, que começa nesta quarta-feira, 17, em Belo Horizonte. O evento será realizado durante dois dias, a partir das 8 horas, no auditório da Usiminas, à Rua Professor José Vieira de Mendonça, 3011, bairro Engenho Nogueira.

“O Brasil é destaque mundial em oportunidades de investimentos em infraestrutura, mas permanece a seletividade nos investimentos públicos”, diz o palestrante e diretor de Pesquisa de Desenvolvimento da Fundação Dom Cabral, Paulo Tarso Vilela de Resende. Ele salienta que ainda persistem diversos gargalos, que levam a oportunidades diferenciadas, onde algumas áreas da infraestrutura apresentam melhores perspectivas em relação a outros.

“A seleção dos próximos investimentos afetará diretamente todos os setores da economia. Resta saber qual deles receberá os maiores benefícios de imediato e quais ainda dependerão de decisões no longo prazo”, observa o doutor em Planejamento de Transportes e Logística.

A programação do primeiro dia do seminário inclui a apresentação de seis trabalhos técnicos e cases empresariais, além de exposição de produtos e serviços de fornecedores.

Quinta-feira, 18

Os trabalhos do 28º Seminário de Logística – Suprimentos, PCP e Transportes prosseguem no dia 18, com a apresentação de cinco trabalhos nas sessões técnicas e palestra do consultor do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), Raymundo Godoy Castro Filho sobre ‘Integração da Cadeia de Valor no Planejamento da Demanda’.

Na parte da tarde, os debates acontecerão em forma de mesa-redonda e estarão centralizados no tema ‘Suprimentos, Logística e Supply Chain: contrastes, processos e perspectivas’.

Abre a sessão, às 14h30, o almirante José Ribamar Miranda Dias, vice-presidente da Anut- Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga, falará sobre ‘O que as Empresas da Siderurgia e Metalurgia esperam das Ferrovias - Segundo a Experiência da Anut’.

Às 14h50, o diretor-geral da ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres, Bernardo José Figueiredo Gonçalves de Oliveira, discorrerá sobre ‘Regulação’, seguido pelo diretor Comercial da MRS, Valter Luís de Souza, que abordará o tema ‘Soluções Ferroviárias para o Setor Siderúrgico’.
 
Antes dos debates, o superintendente para a siderurgia e mineração da ALL (América Latina Logística), Bruno Lino, falará sobre ‘Evolução da Infraestrutura de Transporte para o Setor Siderúrgico/Mineração (e cases relacionados)’.
 
Serviço de Imprensa da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração
Maria Izilda Ferreira Bueno (Mtb 12.995)
Fatma Menezello Thorlay Gomes (Mtb 10.738)
Wellington Costa (Mtb 31697)
Fone: (11) 5534-4333 ramais 125 / 150 / 137
www.abmbrasil.com.br

 
Mais de mil trabalhadores voltam ao trabalho na Vale E-mail
01/06/2009 - 17h28 (Gazeta Online - Da Redação Multimídia)

Os 1.300 funcionários da Vale colocados em licença remunerada após a crise no cenário econômico no final de 2008 retornaram ao trabalho nesta segunda-feira (01). Desse total, 146 são funcionários da linha Espírito Santo-Minas Gerais. A informação é do Sindicato dos Ferroviários do Espírito Santo e Minas Gerais (Sindfer-ES/MG).

Ainda de acordo com a assessoria do sindicato, durante o primeiro dia de trabalho, tudo transcorreu conforme o esperado. "Todos os funcionários que estavam afastados voltaram ao trabalho e o sindicato não registrou nenhum transtorno no Espírito Santo ou em Minas Gerais".

Com a volta ao trabalho, o sindicato passa a acompanhar a informação de que a Vale demitirá mais de 200 funcionários em situação pré-aposentadoria, ou seja, trabalhadores aposentados que ainda continuam trabalhando na empresa ou empregados próximos da aposentadoria.

A Vale justificou a decisão de demitir os cerca de 300 funcionários, a partir do dia 1º de junho, alegando o fato de que ainda não ocorreu a recuperação de demanda do mercado internacional por minério de ferro, como era esperado pela companhia.

A empresa entende que, com as demissões de aposentados, ou trabalhadores próximos à aposentadoria, está conseguindo manter o máximo de outros empregos. Na avaliação da mineradora, o número de demitidos ainda é uma parcela pequena se comparado com o número de 62 mil empregados da Vale no mundo (sendo 47 mil no Brasil).

Os direitos dos trabalhadores

Valia - De acordo com a Vale, os trabalhadores desligados em junho terão a aposentadoria do INSS e a aposentadoria da Valia (fundo de pensão dos funcionários da empresa). As pessoas que serão demitidas agora receberão um pacote de quatro salários adicionais, que serão depositados na Valia, além de seis meses de plano de saúde.

Licença - A redução na demanda mundial levou a Vale a diminuir a produção e parar o funcionamento de cinco das sete usinas de pelotização em Tubarão. Para evitar novas demissões, a Vale negociou a licença remunerada. Esse instrumento permite que a empresa deixe o trabalhador em casa, recebendo 50% do salário até que a produção seja retomada.

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/06/94981-mais+de+mil+trabalhadores+voltam+ao+trabalho+na+vale.html
 
 
MRS Logística prevê repetir em 2009 desempenho do ano passado E-mail
Qua, 27 de Maio de 2009 07:57


A MRS Logística, que controla linhas férreas em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, deverá ter um desempenho em 2009 semelhante ao do país: receita tendendo a repetir a do ano anterior, com possibilidade de queda ou aumento de até 2%. No ano passado, a empresa teve receita líquida de R$ 2,9 bilhões, um aumento de 36% em relação a 2007. "A crise afetou o nosso carro chefe, que é o setor minero-siderúrgico e este ano os indicadores que temos é que vamos obter resultados semelhantes aos de 2008, em termos financeiros", previu ontem o diretor comercial da empresa, Walter Luiz de Souza.


De acordo com Walter Luiz, um primeiro sinal de que o resultado de 2009 ficará próximo ao de 2008 foi o lucro líquido do primeiro trimestre, de R$ 100 milhões. No ano passado, a empresa teve lucro de R$ 663,2 milhões. Em termos proporcionais, houve redução de 50% na margem. O executivo afirmou que as circunstâncias de crise fizeram com que a MRS se tornasse mais rígida na negociação com clientes. "A MRS não faz investimentos para produção de infraestrutura sem ter garantias contratuais de retorno em caso de frustração de demanda. Precisamos da reciprocidade na aplicação."


O executivo afirmou que há mais rigor na negociação com fornecedores. "Não estamos cancelando pedidos, mas negociando postergações." O diretor da MRS ressalvou, contudo, que este não é o caso da compra de 65 locomotivas da General Electric, contrato do ano passado que começou a ser cumprido, com a entrega de 30 locomotivas este ano. "Nós vamos cumprir o cronograma estabelecido. Este contrato tem sanções duras em caso de não cumprimento de seus termos." Centrada no atendimento do setor mineral e siderúrgico, a empresa busca diversificar. Na semana passada foi transportada a primeira carga de cimento da CSN.



Com informações Valor Econômico
 
Minas na rota do trem que ligará o Brasil ao Pacífico E-mail

Ricardo Beghini
Leonardo Costa/EM/D.A Press
 Antiga estação de Muriaé é hoje agência bancária2107


Antiga estação de Muriaé é hoje agência bancária2107

O sonho brasileiro de ligar os oceanos Atlântico e Pacífico por ferrovia, passando por Minas Gerais, vai se tornar realidade. O estado, de história fortemente vinculada a locomotivas e vagões, receberá o segundo maior trecho dos 4,4 mil quilômetros de trilhos a serem assentados da Estrada de Ferro 354 (EF 354), que se conectará ao sistema ferroviário do Peru. Embora ainda no papel, o projeto, batizado de Ferrovia Transcontinental, com custo estimado de R$ 10 bilhões, revigora a esperança de maior desenvolvimento de regiões e municípios que cresceram em torno de estações de trens ou que viveram o auge político, econômico e social nas idas e vindas das composições.

O corredor mineiro da ferrovia, que será a maior do país, contempla, inicialmente, as cidades de Muriaé (Zona da Mata), Ipatinga (Vale do Aço) e Paracatu (Região Noroeste). Na Zona da Mata, a EF 354 cortará linhas e ramais da primeira ferrovia de Minas, a Estrada de Ferro Leopoldina, que começou a ser construída no fim do Império, em 1872. No fim do século 19, o controle acionário foi transferido para credores britânicos, que a rebatizaram de The Leopoldina Railway Company. A malha voltou para o controle do governo brasileiro somente em 1950, com o declínio da lavoura cafeeira na Zona da Mata.

Sebastião Praxedes, de 70 anos, espera que, assim como a saudosa Leopoldina, a Transcontinental tenha vários ramais e que pelo menos um deles chegue a Eugenópolis, a 25 quilômetros de Muriaé. “Naquele tempo, a cidade era mais rica”, conta o ferroviário aposentado, que trabalhou durante 32 anos, inclusive, na fase final, na manutenção e desmontagem de segmentos da Leopoldina, desativada em 1965. Em seu ápice, a antiga estrada de ferro teve mais de 3,2 mil quilômetros de trilhos.

Sebastião conta, com orgulho, que criou os cinco filhos trabalhando sobre dormentes e trilhos da Leopoldina, que, posteriormente, passou a integrar a Rede Ferroviária Federal (RFFSA), extinta, por sua vez, em 2007. O aposentado mora em frente à estação ferroviária de Coelho Bastos, última lembrança da Leopoldina em Eugenópolis. O prédio abriga hoje uma agência bancária e as secretarias municipais de Agricultura e Educação.

Com a autoridade de quem viveu e se depara diariamente com parte da história ferroviária, ele conta que uma das linhas principais da Leopoldina passava por Eugenópolis, ligando Manhuaçu, também na Zona da Mata, ao Rio de Janeiro, então capital do país. “Transportava café, leite, gado, mas foi caindo até ser eliminada. Todo mundo chorou na época”, lembra.
Ex-prefeito, advogado e autor do livro O vale do gavião, que desvenda o passado de Eugenópolis, Antônio Soares Ramos, o Niquito, confirma a importância da ferrovia para o progresso da cidade. “O município produzia tanto café que foram erguidas três estações: São Miguel, Coelho Bastos e Antônio Prado.” Esta última acabou dando origem ao município de Antônio Prado de Minas.

INTERCÂMBIO O município de Recreio, a 40 quilômetros do corredor previsto para a Transcontinental, na Zona da Mata, tem o passado e o presente ligados às ferrovias. O povoado que originou a cidade surgiu ao redor de uma estação durante a abertura da linha principal da Leopoldina. O entroncamento ferroviário de Recreio, que faz ligações com outras cidades da região, Espírito Santo e Rio, é um dos poucos que sobraram da histórica ferrovia. Hoje, os trilhos são explorados pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), empresa que surgiu depois da desestatização da RFFSA. Recreio sedia uma das oficinas da companhia, que transporta bauxita de Itamarati de Minas, embarcada em Cataguases, para o interior de São Paulo. Já a estação foi transformada em museu ferroviário.

Chefe de escritório da Leopoldina, Aristides Dorigo, de 89 anos, um dos 200 ferroviários aposentados da cidade, ficou animado com o projeto da nova estrada de ferro. “Vai atender os reclames do povo, que quer a volta daquela movimentação que havia na região”, enfatizou, lembrando que, em Recreio, o tráfego chegava a 43 trens por dia, que transportavam pessoas e mercadorias. “O intercâmbio com colegas de fora era grande.”

Alternativa para exportar moda

Muriaé é o único município da Zona da Mata previamente definido no eixo mineiro da Transcontinental. A Lei 11.772, que redefiniu o Plano Nacional de Viação e os pontos de passagens primários da ferrovia, foi promulgada em setembro do ano passado e coincide com um momento de transformação da economia local. Dos anos 1980 para cá, a cidade vem deixando a agropecuária para se transformar em polo regional da indústria do vestuário.

Levantamento feito em 2005, pelo Instituto Euvaldo Lodi, ligado à Fiemg, mostra que as fábricas já respondiam por quase 50% da riqueza local. A cidade ganhou o Centro de Desenvolvimento da Moda (CD Moda) para incrementar os negócios das mais de 550 empresas do polo confeccionista que abrange Eugenópolis, Laranjal, Miraí, Patrocínio de Muriaé e Recreio.

“O município cresceu muito. Apenas 30% ou 40% do que produzimos ficam na região. O restante é exportado”, conta o técnico de máquina industrial José Carlos Rodriques, de 79 anos, outro entusiasta das ferrovias. Ele espera que a Transcontinental cause o mesmo impacto da Leopoldina, que tinha ramal em Muriaé. “Os trens levavam, principalmente, café e o leite transformado em creme para não estragar na viagem.”

Além do progresso gerado pelo trem, José Carlos tem outros motivos para admirar ferrovias. Ele era usuário assíduo dos vagões de passageiros da Leopoldina: “Não havia outro meio de transporte”. Os vagões eram separados em duas classes. A mais cara tinha bancos envernizados e os passageiros usavam guarda-pó para se proteger da poeira. A segunda era frequentada por gente mais simples. “Era muito barato. Todo mundo viajava”. Carlos conta que a extinção do ramal muriaeense da Leopoldina coincidiu com a chegada da BR-116, a Rio-Bahia, que corta o município. A rodovia foi aberta em 1938.
 
Minas Gerais tem 1,5 mil estações ferroviárias paradas e abandonadas E-mail
19/05/2009 às 08:22

Figura do FlickrMinas Gerais tem cerca de 1,5 mil estações ferroviárias, a maioria parada no tempo à espera de restauração para entrar no eixo da preservação e se tornar espaço de cultura e lazer para as comunidades. Ao lado de São Paulo e Rio de Janeiro, trata-se do maior patrimônio brasileiro à beira dos trilhos, erguido entre o fim do século 19 e o início do 20. Para avaliar a situação desse conjunto arquitetônico, será realizado, de 2 a 5 de junho, em Belo Horizonte, um seminário, que vai também discutir formas de proteção dos bens culturais de propriedade da União e sob guarda do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Participam representantes do Iphan e Ministério Público Estadual (MPE), ambos organizadores do encontro, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Ministério Público Federal (MPF), Secretaria de Patrimônio da União (SPU), concessionárias do transporte - Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e MRS - e organizações não governamentais.

Um dos exemplos da falta de cuidado e dos estragos causados pela ação do tempo está em Miguel Burnier, na histórica Ouro Preto, a 95 quilômetros de Belo Horizonte. Quem chega ao distrito, a 35 quilômetros da sede, não deixa de ficar horrorizado com o estado de abandono do prédio, inaugurado em 1884 e batizado com o nome do engenheiro e diretor da rede ferroviária na época. A fim de evitar a derrocada da construção, o promotor de Justiça da comarca, Ronaldo Crawford, já entrou com um procedimento para apurar responsabilidades e tentar salvar a estação da derrocada - a prefeitura local já manifestou interesse em assumir a estação e fazer dela um equipamento cultural, assim como as de Engenheiro Correia e Rodrigo Silva.
Conforme o dossiê preparado pela Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico/MG, a ferrovia teve papel preponderante no distrito, que, depois da decadência do ouro, encontrou saídas na extração e exportação de manganês e produção de ferro-gusa. Em 1893, o comendador Carlos Wigg, em sociedade com J. Gerspacher e Amaro da Silveira, fundou a Usina Wigg. A estação de Miguel Burnier, portanto, foi o ponto de venda de ferro-gusa - toda a produção saía do forno, a 500 metros da partida dos trens. Em 1995, a usina fechou, a economia do distrito entrou em declínio e poucas famílias permaneceram na localidade quando os trens pararam de apitar.
De acordo com o levantamento, o patrimônio ferroviário de Miguel Burnier é formado pela estação, algumas residências, alojamento, galpão, oficinas de trens e caixa-d'água. A construção atual, que inclui descaracterizações em relação à unidade original, tem estilo eclético, formato retangular, plataforma semicoberta. Mesmo com as descaracterizações, o imóvel impõe respeito, com a sua arquitetura elegante e piso de pedras. O ar de desolação só não é completo por causa das atividades culturais (feira de artesanato) realizadas pelo Projeto Estação Cultura.
Um contraponto dessa história está em São Sebastião do Rio Verde, no Sul de Minas, informa o titular da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural de Turístico/MG, promotor Marcos Paulo de Souza Miranda. "Sem necessidade de assinatura de termo de ajustamento de conduta (TAC), a prefeitura local se encarregou da recuperação do prédio e da malha ferroviária, onde, num trecho de 20 quilômetros, vai operar uma maria-fumaça. É um exemplo importante, que mostra a ocupação dos prédios históricos para uso da comunidade", afirma Marcos Paulo.
"As estações podem se tornar, depois de restauradas, bibliotecas, centro de cultura, museus e ponto de convívio dos moradores", acredita o superintendente do Iphan em Minas, Leonardo Barreto de Oliveira. Ele explica que o Iphan está fazendo levantamento dos imóveis - estações ferroviárias, garagens e oficinas de trens, casas e diversas edificações - que pertenciam à antiga Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), para conhecer as condições de conservação e avaliar possibilidades de destinação para fins sociais e culturais.

Fonte: http://www.jornaldeuberaba.com.br/?MENU=CadernoA&SUBMENU=Geral&CODIGO=30190
 
 
Crise Econômica - Ferrovia quer carga de caminhão E-mail
06/05/2009 - 13:18 - Agência Estado

A forte queda do comércio internacional tem estimulado as ferrovias brasileiras a expandir sua atuação em setores voltados ao mercado interno - até então atendido apenas por caminhões. Entre eles está a cadeia de fornecedores da construção civil, segmento petroquímico, alimentos e produtos florestais.
A estratégia de diversificação ganhou força nos últimos meses com os prejuízos causados pela retração da economia mundial, já que o comércio exterior responde por 82% de toda movimentação de carga feita pelas concessionárias. "O corredor exportação/importação ainda é o conceito da nossa ferrovia", destacou o diretor executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça.

Mas, segundo ele, a movimentação interna tem ganhado cada vez mais espaço no transporte ferroviário, especialmente com a expansão da malha nacional (a expectativa é de 10 mil quilômetros de novos trilhos até 2015). Por enquanto, a adesão tem contado com grandes nomes como Cosan, Votorantim, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Camargo Corrêa, entre outras.

"Com o cenário adverso, vários setores têm repensado a importância da logística no custo do produto", observa o diretor de cargas industrializadas da América Latina Logística (ALL), Sergio Nahuz. A concessionária tem apostado na movimentação interna de produtos, como madeiras, material de construção, papel e celulose, MDF (matéria-prima para móveis) e papelão.

No setor de consumo, que inclui arroz, açúcar e mercadorias frigorificadas (carnes), o transporte da empresa aumentou 50% só no primeiro trimestre deste ano. Outra aposta da ferrovia é a expansão do transporte de contêineres, que também cresceu 150% no período.

Em meados de abril, a ALL anunciou a construção de um terminal em Alto Taquari, no Mato Grosso, para atrair novos clientes, como os frigoríficos e agricultores. Dois terços dessa movimentação será destinada ao mercado externo e o restante para o consumo no País. Para isso, a ALL, adaptou a malha para a recarga dos contêineres frigorificados, com pontos em Campinas e Santos. Outros seis terminais serão construídos em Cruz Alta, Ponta Grossa, Araraquara, Telêmaco Borba, Passo Fundo e Campinas.

Na MRS Logística, cujo volume de cargas caiu cerca de 40%, em especial por causa do recuo das exportações de minérios, a saída foi encontrar alternativas voltadas ao mercado interno. A empresa firmou parceria com a CSN para escoar a produção da cimentos da Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda. Os trens da concessionária levarão o produto ensacado até terminais localizados nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. A expectativa é movimentar 1,4 milhão de toneladas por ano.

De olho nesse mercado, a Amsted Maxion desenvolveu o vagão cegonheiro para transporte de veículos. A primeira produção, com capacidade de 12 carros, foi vendida para a Arábia Saudita. Para o mercado interno, segundo Vicente Abate, diretor da empresa, o vagão será totalmente fechado, para evitar roubos e vandalismo.
 
30 de Abril - Dia do ferroviário é comemorado nesta data E-mail

 

Divulgação/RFFSA

Baroneza, a primira locomotiva a circular no Brasil

O ferroviário, isto é, o trabalhador das estradas de ferro, também tem o seu dia. É o 30 de abril. Por quê? Porque em 30 de abril de 1854 inaugurou-se a primeira linha ferroviária do Brasil, numa viagem que contou com a ilustre presença do imperador dom Pedro 2º e da imperatriz Tereza Cristina.

A Estrada de Ferro Petrópolis, que tinha cerca de 14km de trilhos, ligava o Rio de Janeiro a Raiz da Serra, na direção da cidade que batizou a ferrovia. Ela foi um empreendimento do empresário Irineu Evangelista de Sousa, que por isso recebeu do governo imperial o título de barão de Mauá.

Hoje, pode não parecer, mas as estradas de ferro e seus trabalhadores já foram muito importantes para o desenvolvimento de nosso país. A história do Brasil, em diversos sentidos, caminhou sobre os trilhos dos trens, puxada pelas locomotivas. Quer um exemplo surpreendente?

Os ingleses e o futebol
As duas primeiras bolas de futebol trazidas para o Brasil, que introduziu aqui esse esporte britânico, foram utilizadas numa partida entre os funcionários da São Paulo Railway (= estrada de ferro) e os da Companhia de Gás. Os ferroviários ganharam por 4 a 2.

Na verdade, assim como o futebol, a ferrovia é uma invenção dos ingleses. A primeira locomotiva da história foi projetada pelo engenheiro George Stephenson (1781-1848). Seus resutados para o transporte de carga e passageiros foram surpreendentes. Afinal, os transportes terrestres da época tinham tração animal e a locomotiva (de "locomotion", locomoção, movimento) atingia uma velocidade incrível: 20 quilômetros por hora.

Os trens rapidamente se difundiram no mundo e no Brasil. Aqui, em 1889 já havia 10 mil quilômetros de linhas férreas e, no centenário da inauguração da estrada de Mauá, em 1954, os trilhos já haviam atingido cerca de 40 mil quilômetros. Ao longo de todo esse tempo, várias outras vezes os ferroviários ajudaram a transportar nossa história.

A locomotiva da história
Em 1930, Getúlio Vargas pegou um trem no Rio Grande do Sul e seguiu para o Rio de Janeiro, conduzindo as tropas gaúchas que iriam depor o presidente Washington Luís e começar um novo período da história nacional. Da mesma maneira, viajavam de trem as tropas paulistas que se insurgiram contra Getúlio em 1932, lutando pela promulgação de uma nova Constituição.

Na década de 1950, o trem era o principal meio de transporte entre as duas maiores cidades do país: São Paulo e o Rio de Janeiro. A ponte aérea só surgiria em 1959. Contudo, não foi o avião, mas a indústria automobilística, que o presidente Juscelino Kubitschek trouxe para o Brasil, na virada da década de 50 para a de 1960.

Com isso, as estradas de ferro entram em decadência. Infelizmente, pois se trata de um meio de transporte eficiente, barato e limpo, no que se refere à poluição ambiental. Hoje em dia, a malha ferroviária do país chega somente a cerca de 30 mil quilômetros, utilizada em sua maioria para o transporte de carga.

Trem-bala
Você pode estar pensando que isso é natural, que o trem era uma coisa do passado, que se tornou ultrapassada com o surgimento dos carros, dos ônibus, dos automóveis, mas isso absolutamente não é verdade. A importância do passado ressalta que as ferrovias também podem ser uma grande opção de transporte no futuro. Nas grandes cidades, os trens já são importantíssimos, transportando passageiros por debaixo da terra nos metrôs.

Além disso, a tecnologia ferroviária evolui muito ao longo de quase dois séculos. O trem-bala japonês, que une as cidades de Tóquio e Osaka, atinge uma velocidade média de 300Km/h. No Brasil o Ministério dos Transportes fala em abrir uma concorrência para criar uma PPP (Parceria Público-Privada) para a construção de um trem-bala entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

Ele percorreria os 400Km que separa as duas cidades em uma hora e meia, viajanado a uma velocidade média de 280Km/h. Este talvez já seja um bom motivo para se comemorar com entusiasmo o dia do ferroviário.

Sites para pesquisar



http://educacao.uol.com.br/datas-comemorativas/ult1688u45.jhtm
 
Ferroviários e Valec discutem dissídios de 2008 no TST E-mail
 
Trem fará turismo de um dia entre SP e Jundiaí E-mail
Por Bruno Ribeiro
http://www.reporterdiario.com.br/index.php?id=129577&secao=8

Os paulistanos terão uma nova opção de turismo de um dia. Partindo da Estação da Luz, o trem Expresso Turístico transportará passageiros de São Paulo a Jundiaí. O passeio ocorrerá aos sábados e os turistas poderão passar a tarde em um dos três roteiros da região: o cultural, o ecológico ou o circuito das frutas. Com traje apropriado à composição dos anos 50, caberá a chefes de trem, como Cristiane Aparecida Felipe, receber os passageiros.

Em cada vagão, trabalham dois monitores, um chefe de trem e um segurança. Todos já eram funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e se candidataram à vaga. "Fomos treinados por dois dias. Aprendemos a receber os passageiros. Aos sábados, teremos essa nova função", disse o chefe de trem Lélio Oliveira. Durante a viagem, os monitores contam histórias sobre as estações e regiões por onde a composição passa.

A passagem custará R$ 28, ida e volta. Para grupos de até quatro pessoas haverá desconto de 50% para o segundo, o terceiro e o quarto bilhetes. Em Jundiaí, os turistas que optarem pelos roteiros terão de contratar os serviços de uma agência de turismo. Cada um custa em torno de R$ 40.

Segundo o secretário estadual de Esporte, Lazer e Turismo, Claury Santos Alves da Silva, o projeto visa a aproximar o turismo rural dos paulistanos. "Pretendemos transformar o das frutas em um dos melhores circuitos rurais do Brasil", diz. De acordo com o secretário adjunto dos Transportes Metropolitanos, João Paulo de Jesus Lopes, o interesse em levar turismo a Jundiaí e a disponibilidade de linhas nos fins de semana foram os fatores que motivaram o projeto. "Como o número de usuários aos sábados é menor, podemos utilizar a estrutura que temos com outro tipo de operação", diz.

Duas locomotivas a diesel de 1952 foram restauradas pela CPTM. Com 28 metros de comprimento e 2,70 metros de largura, os dois vagões da locomotiva acomodam 174 pessoas. "Aproveitamos tudo o que tínhamos. Por isso, o investimento total do projeto é de apenas R$ 100 mil", afirma. O trajeto de 61 km inclui as 15 estações da atual Linha 7-Rubi, sem parada, em uma hora e meia.

O trecho corresponde à primeira ferrovia de São Paulo, que ligava Santos a Jundiaí. Ela era utilizada para transportar o café produzido no interior até o Porto de Santos. Até junho, o mesmo projeto será implementado em Mogi das Cruzes. "Também haverá três roteiros: o circuito das flores, ecológico e cultural", explicou Jesus Lopes.

Em Paranapiacaba, distrito de Santo André, as operações devem começar em agosto. "Como parte do trecho da linha não é da CPTM, estamos acertando com a concessionária MRS para fazer um roteiro aos domingos." (AE)
 
Mineradora confirma 200 demissões em MG E-mail
Marta Vieira - Estado de Minas
   
Demissões nas minas e escritórios da Ferrous Brasil, mineradora que tem como acionistas investidores de fundos internacionais, e a ampliação das licenças remuneradas concedidas pela Vale agravam o ajuste de pessoal nas empresas do setor mineral, apesar de alguns sinais de recuperação das compras da China e dos preços de metais no primeiro trimestre. Em nota distribuída quarta-feira, a Ferrous confirmou a dispensa de 200 trabalhadores nas minas de Brumadinho e Itatiaiuçu, na Grande Belo Horizonte, e Congonhas, na Região Central do estado, na sede em BH e no escritório em Vitória (ES).

A Vale comunicou aos sindicatos de trabalhadores de Mariana e Congonhas que concederá licença remunerada a cerca de 300 empregados de 4 de maio ao fim do mês que vem, quando vence o acordo firmado pela mineradora para ajustar o nível de emprego, sem demissões.

O maior número de trabalhadores a ser dispensados pela Vale será de 160 na mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, segundo José Horta, presidente do sindicato dos trabalhadores na indústria de extração do ferro e metais básicos (Metabase) de Mariana. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Vale informou que a licença faz parte do balanço já divulgado semana passada pela companhia de 730 trabalhadores no país envolvidos.

O número não é divulgado por estados e nem por minas. A mineradora confirmou, também, que seus representantes vão se reunir de 11 a 15 de maio com dirigentes de sindicados de trabalhadores de todos os estados onde a empresa opera para discutir as medidas que estão sendo tomadas para fazer frente aos efeitos da crise financeira mundial.

“Queremos renovar o acordo para garantir empregos e vamos pedir um PDV (programa de demissão voluntária) à companhia, já que não temos perspectiva de uma recuperação no curto prazo”, afirmou José Horta. Em Congonhas, Valério Vieira dos Santos, presidente do sindicato local, diz que o temor é de demissões em massa depois de 31 de maio.
 
Investimentos criam novo corredor de exportação na região de Pirapora Luiz Ribeiro E-mail
 
Roberto Rocha/Divulgação
Grãos são transpostos de caminhão para vagões de trem no terminal, com destino a Vitória (ES)

Pirapora – O novo corredor de exportação do Noroeste e Norte de Minas Gerais, criado a partir da implantação do terminal intermodal de Pirapora e inaugurado semana passada, já está despertando o interesse de empresários e produtores rurais. O empreendimento, construído pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA, controlada pela Vale) em parceria com o governo do estado, e que demandou investimentos de R$ 300 milhões, tem como objetivo escoar a produção de grãos (como soja e milho) das duas regiões para o Porto de Tubarão, em Vitória (ES). O transporte das áreas produtoras (Paracatu e Unaí, principalmente) até Pirapora será feito em caminhões e carretas. De lá, segue por estrada de ferro até o litoral.

Leia mais:

Pirapora vive expectativa de crescimento econômico

O prefeito de Pirapora, Warmillon Fonseca Braga, disse que já recebeu a visita de representantes de várias empresas interessadas em investir na região, como o grupo Algar, do Triângulo Mineiro, que tem negócios em setores como telecomunicações, esmagamento de grãos e entretenimento. De olho no movimento de caminhões e carretas, empresas de autopeças, recapagem de pneus e distribuidoras de combustíveis também querem se instalar na cidade.

As oportunidades geradas pelo empreendimento atraíram a atenção do empresário Décio Bruxels, que já planta soja no Noroeste e adquiriu áreas para cultivar o grão também em São Romão, às margens do Rio São Francisco. “Além do melhor preço pago pela soja, esperamos que, com o novo terminal, seja feito um transporte mais seguro e mais barato”, diz. Segundo Marcelo Spinelli, presidente da FCA, os produtores do Noroeste já estão recebendo até R$ 4 a mais no preço da saca de soja (60 quilos) colocada em Pirapora. “Esse aspecto é determinante para a ampliação do agronegócio na região, pois o produtor olha primeiro o lucro”, resume o secretário de Estado de Agricultura, Gilman Viana.

Outro fator importante é o valor da terra nesta parte do estado, considerado baixo em relação a outras áreas produtoras. O preço da terra “nua” (sem benfeitoria) no município de Buritizeiro (que faz limite com Pirapora) varia de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil o hectare, segundo um agricultor da região. Nesse quesito, os empresários que quiserem aportar recursos na nova fronteira agrícola contam com um outro incentivo: o estado prometeu facilitar a liberação de crédito, via Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), para a compra de terras e outros investimentos.

Estudo encomendado pela Vale à Campo Consultoria demonstra que as regiões Noroeste e Norte do estado contam, atualmente, com 330 mil hectares plantados de soja – e ainda dispõem de cerca de 2,5 milhões aptos para o cultivo do grão, o que pode resultar numa produção de 7,5 milhões de toneladas por ano. Grande parte dessa área está situada em municípios próximos a Pirapora, como Buritizeiro, Santa Fé de Minas e São Romão, que ainda não têm tradição de plantio de soja, mas apresentam condições favoráveis à cultura, como altitude e clima. “Estamos numa região viável para a produção de soja, mas que estava adormecida porque existia um tabu de que aqui não se podia produzir grãos", afirma o técnico Nilton José da Silva, gerente da Fazenda Rio Formoso, em Buritizeiro, que tem 3,3 mil hectares de soja.

Parte da produção também é destinada à indústria. Segundo Silva, a fazenda alcança uma produtividade média de 48 sacas por hectare, em plantio de sequeiro. A Rio Formoso foi visitada por uma caravana organizada pela Vale e integrada por técnicos, produtores e representantes de empresas compradoras que, na semana passada, percorreu diversas propriedades rurais da região.
 
Heróis abandonados E-mail
Foi-se o tempo em que os ferroviários brasileiros ostentavam com orgulho o uniforme impecável de casimira azul escuro com camisa bege por dentro, encabeçado pelo quepe. Esse período de glória da RFFSA, dos verdadeiros heróis dos trilhos, já não existe mais.

Criada em 1957, pelo grande brasileiro e estadista Juscelino Kubitscheck, as 18 ferrovias regionais tinham como objetivo principal promover e gerir interesses da União no setor de transportes ferroviários. Durante 40 anos A rede prestou serviços ao País, atendendo diretamente 19 unidades da Federação, em quatro das cinco grandes regiões do país, operando uma malha de mais de 22 mil quilômetros de linhas.

Hoje a realidade é bem diferente. A antiga Rede Ferroviária Federal está em frangalhos. São estradas de ferro sucateadas, vagões abandonados e trens de prata que viraram ferrugem. É o resultado da dissolução da RFFSA em 1998 com o aval do governo atual.

Com a extinção oficial da empresa, em 2007, o Ministério do Planejamento extinguiu também a carreira de ferroviário da Rede e quer acabar com todos os direitos já conquistados pela categoria durante 40 anos. Ou seja, é o abandono total dos heróis ferroviários.

Para tentar reverter a situação, 11 sindicatos de trabalhadores ferroviários lutam contra o Departamento de Extinção e Liquidação (DELIQ), vinculado à pasta do Planejamento. Há mais de dois anos estão sem reajuste. O governo quer dar aumento apenas para os 300 funcionários da Rede que continuam em atividade no país, sacrificando os outros 85 mil aposentados.

Como bem disse o Deputado Federal Carlos Santana (PT-RJ): “já sucatearam as ferrovias e agora querem acabar com as famílias dos ferroviários”.

Para o Agente de Trem da Central do Brasil aposentado, senhor Paulo Aranha de 85 anos, a revolta é ainda maior: “Por que não mandar fuzilar os ferroviários, em vez de ficar nos matando de fome com uma aposentadoria de R$700,00? Mas não se esqueçam de que fomos nós que levamos o progresso para este país”.

As denúncias não param por aí. O imenso patrimônio da RFFSA está sendo vendido ou inventariado. São carros, vagões, locomotivas, estações, etc. Estima-se que, nos últimos dois anos, 210 locomotivas elétricas foram destruídas e mais de 3 mil vagões viraram matéria-prima para a siderurgia.

O mais grave, porém, é que de 1999 a 2007, quando a RFFSA foi devidamente extinta por Medida Provisória editada pelo Governo, foram nove anos de verdadeira farra com o patrimônio público. O alvo principal neste período foram os imóveis. Acontece que, pelo contrato de concessão, as operadoras privadas deveriam devolver à União os bens operacionais arrendados para que pudessem operar, o que está sendo impossível frente à absoluta falta de fiscalização e de acompanhamento por parte do Governo Federal.

E o fato gravíssimo é que a América Latina Logística (ALL), que deveria construir a ferrovia Alto Araguaia-Cuiabá, é a maior beneficiária. A ALL é o Fundo de Investimentos BRZ ALL, cujos cotistas em sua maioria esmagadora são os fundos públicos de pensão como Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal), Forluz (Cemig), Postalis (Correios), Valia (Vale do Rio Doce), Sabesprev (Sabesp) e Previ (Banco do Brasil), fundos estes que operam com dinheiro público de empresas estatais, ou seja: é o estado patrocinando a destruição do patrimônio público.

Não é destruindo o patrimônio da RFFSA que vamos inverter a matriz de transporte, tanto para carga quanto para passageiros.

Para quem teve um pai que recebeu a Comenda do “Mérito Ferroviário Brasileiro” e lutou a vida inteira para o renascimento da ferrovia no país, assistir a dilapidação e roubo de patrimônio da RFFSA é deplorável. Mas, a luta pela ferrovia continua. Calar nunca!



* VICENTE VUOLO é economista, ex-vereador de Cuiabá e assessor parlamentar do Senado Federal

Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
 
Estado e Vale inauguram terminal ferroviário de cargas em Pirapora E-mail
 
GAZETA: MRS vai movimentar o cimento da CSN E-mail
SÃO PAULO, 15 de abril de 2009 - A MRS vai transportar o cimento que a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) passa a produzir. O escoamento será feito pelos trens da operadora logística partir deste mês. O projeto logístico será apresentado hoje pelos diretores da MRS Logística e da CSN Cimentos durante a feira Intermodal South America, que está sendo realizada em São Paulo.

O projeto logístico vai atender a nova fábrica de cimentos, que está instalada no interior da Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda. Os trens da MRS levarão o cimento ensacado até terminais localizados no estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O transporte começa neste mês.

A iniciativa, que envolveu um grande estudo logístico, buscou a melhor alternativa para que o produto possa chegar aos terminais de destino com a maior competitividade possível. Assim, a CSN Cimentos começará a operar com a máxima eficiência de transporte.

O gerente corporativo de marketing e desenvolvimento de soluções da MRS, Fabrício Coelho, explica e, comunicado que a parceria "é um exemplo que deu certo" em razão da importância do projeto logístico. Ele afirma que, desde quando optou por investir no mercado de fabricação de cimento, a CSN buscou definir como escoaria seu produto. "A empresa estabeleceu uma parceria conosco no momento da conceituação de sua nova unidade. Assim, o trabalho de análise sobre a melhor opção foi iniciado no momento certo".

Para viabilizar o atendimento ferroviário à nova fábrica, a MRS apresentou estudo com os investimentos que seriam necessários. Foram realizadas adequações em terminais estratégicos e em desvios ferroviários, tanto na origem quanto nos destinos. Para o início das operações no modal ferroviário, o projeto contará com 40 vagões que foram modificados, otimizando a capacidade dos mesmos e a movimentação da carga. Outros vagões poderão ser modificados e colocados à disposição com o aumento do volume de expedição.

"Este trabalho é interessante, pois analisamos as necessidades do cliente e a viabilidade de atendê-las de forma eficiente, demonstrando a competitividade da ferrovia em negócios como este".

Inicialmente o cimento ensacado sairá da fábrica de Volta Redonda com destino a terminais localizados no Rio de Janeiro e São Paulo.

A parceria MRS e CSN Cimentos deverá alcançar a marca de 1,4 milhão de toneladas anuais de transporte ferroviário quando a fábrica de Volta Redonda atingir a sua plena capacidade de produção. "O importante é destacar que estamos preparados para atender os fluxos já contratados, suas expectativas de crescimento e novos mercados a serem atendidos pelo cliente", conclui Fabrício.

A Companhia Siderúrgica Nacional chega para disputar o rico filão do mercado de cimento, que tem crescido a uma taxa média de 8% nos últimos cinco anos. (Redação - Gazeta Mercantil)

Fonte: http://www.gazetamercantil.com.br/GZM_News.aspx?parms=2445968,45,1,1
 
Aposentados da Rede Ferroviária penam com baixos salários E-mail
Símbolo de uma época em que a economia crescia fortemente, Rede Ferroviária Federal fica para trás e deixa órfãos 85 mil aposentados e pensionistas, com salários baixos e sem reajuste
Sandra Kiefer - Estado de Minas
Emmanuel Pinheiro/EM/D.A Press
Carlos Pereira, Sebastião Silva, Ordelande Miranda, Paulo Granha e Alcides Miranda, ex-empregados da Rede: única opção era a aposentadoria, hoje com benefícios muito abaixo dos da época da ativa

Ler mais...
 
Sindicato dos ferroviários anuncia greve de advertência no Rio na segunda-feira 13/04/2009 E-mail

Publicado em 09.04.2009, às 16h51

http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/nacional/noticia/2009/04/09/
sindicato-dos-ferroviarios-anuncia-greve-de-advertencia-no-rio-na-segundafeira-184076.php

Depois de uma semana com greves de ônibus em vários municípios do Grande Rio, a população fluminense pode enfrentar na próxima segunda-feira (13) uma paralisação nos trens. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Central do Brasil, Valmir Índio Lemos, disse nesta quinta-feira (9) que uma greve de 24 horas será de advertência contra a falta de condições de segurança no sistema.

Segundo ele, os freqüentes choques de trens e as condições precárias de manutenção dos vagões, que circulam de portas abertas, demonstram a necessidade de maiores investimentos nas composições.

“O motivo da greve é a segurança dos trabalhadores ferroviários e dos próprios passageiros. Nós temos problemas como choques de trens, má sinalização e insuficiências de freios. Além disso, a empresa obriga os trabalhadores a seguirem viagem mesmo com as portas dos vagões abertas”, relatou Lemos.

A empresa Supervia, que administra o sistema, divulgou nota classificando a greve de “movimento extemporâneo”, pois o acordo coletivo de trabalho estaria em vigor até o próximo dia 30. Considerou ainda que a paralisação é motivada por reposição salarial e que, em nenhum momento, os trabalhadores alegaram falta de segurança no sistema durante as negociações.

De acordo com a assessoria da empresa, a recomendação para os maquinistas prosseguirem viagem, mesmo com as portas dos vagões abertas, é para evitar tumultos nas estações, caso os trens ficassem parados.

O presidente do sindicato considerou de má-fé a nota emitida pela Supervia e garantiu que a paralisação não tem motivos salariais, pois a data-base da categoria só vai ser discutida em maio. Lemos afirmou que a única forma da greve ser suspensa é se a empresa atender as reivindicações dos trabalhadores até o próximo domingo.

Caso as partes não entrem em acordo, as 250 mil pessoas que usam trem diariamente – enfrentando vagões lotados e abafados - terão de encontrar outro meio de transporte para se deslocar na próxima segunda-feira.

Fonte: Agência Brasil
 
Investimento em ferrovia ampliará fronteira agrícola E-mail
06/04/2009 - 19:04

Os investimentos no modal ferroviário na fronteira agrícola que inclui Maranhão, Tocantins, Piauí e nordeste do Mato Grosso garantirão aumento da competitividade nestas regiões e crescimento, informou o diretor comercial da companhia, Marcello Sipinelli, durante sua participação na reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), realizada na segunda-feira (6), na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

A Vale tem a subconcessão da Ferrovia Norte-Sul entre os municípios de Açailândia (MA) até Palmas (TO) por 30 anos, período no qual ficará responsável pelas operações e manutenção da estrada. A Valec, estatal responsável pela construção da ferrovia, promete entregar o trecho entre Araguaina e Guaraí (ambas no Tocantins) até o final de abril.

A partir de junho, a Vale começa a operar a ferrovia neste trecho, ficando responsável pela sinalização, construção de oficinas, postos de abastecimento, terminais de carregamento e infraestrutura. A expectativa é que sejam transportadas pela Ferrovia Norte-Sul cerca de 2,1 milhões de toneladas de grãos.

Em 2008, sem a conclusão do trecho até Guaraí, foram escoadas pela ferrovia 1,8 milhão de toneladas. O projeto do governo aponta que o potencial deste ramal é de transportar 11,5 milhões de toneladas até 2015.

http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=59865
 
 
Gatos e cão "chefiam" estações ferroviárias no Japão E-mail
31 de março de 2009 • 12h23 • atualizado às 12h31
O Yorkshire Terrier Maron é responsável por receber os passageiros na estação Okunakayama-kogen
O Yorkshire Terrier Maron é responsável por receber os passageiros na estação Okunakayama-kogen
 
EFE

Dois gatos e um cachorro receberam a missão de atrair passageiros curiosos para vê-los e aumentar o movimento nas estações ferroviárias, reativando assim o uso de trens regionais no Japão. Os animais foram nomeados "chefes" da estação e em seu trabalho diário podem ser vistos de chapéu e uniforme oficial.

A gata Tama foi a primeira a assumir o posto, há quase três anos, segundo explicou à agência EFE a porta-voz da estação de Kishi, no centro do Japão, onde trabalha a felina, cujos passos foram seguidos pelo gato Bus e o Yorkshire Terrier Maron. Os peculiares empregados ferroviários têm livros dedicados a eles, usam uniformes oficiais sob medida e, no caso de Tama, conta até com um trem em sua homenagem.

As dificuldades econômicas provocaram uma redução no número de passageiros que usam o transporte local no Japão, prejudicado também pela imigração dos mais jovens para as grandes cidades. Os três animais têm cumprido seu papel para reverter a tendência de baixa nas províncias em que trabalham. Durante os últimos três anos, a estação de Kishi, viu crescer o número de passageiros diários a até 6 mil.

Durante o horário de trabalho, Tama usa uma capa e um chapéu de ferroviário e se deixa observar na cabine do condutor pelos quase 2,2 milhões de passageiros que visitam anualmente a estação. A companhia ferroviária para a qual trabalha, a Wakayama Dentetsu, acaba de apresentar um trem de dois vagões dedicado à gata que abriga mesas de madeira, sofás, áreas de recreação para animais e uma biblioteca com livros sobre cães e gatos.

Na estação de Aizuwakamatsu trabalha o gato Bus, que já atraiu 28 mil passageiros em seis meses, segundo o site da companhia ferroviária. Antes de ocupar o posto, o felino já era famoso por aparecer em um programa de previsão meteorológica de um canal de TV local.

Desde junho, um cão também ocupa posto de destaque em uma estação ferroviária japonesa. Maron, que recebeu o título de chefe honorário da estação de Okunakayama-kogen, da companhia IGR, em Iwate. Assim como os demais funcionários da estação, o Yorkishire dispõe de três uniformes. Maron, propriedade de uma trabalhadora da estação, gosta de jogar futebol e passear e tem preferência por carne de galinha, segundo o porta-voz da estação ferroviária.

O Japão tem os mais altos índices de sentimento de solidão do mundo, o que pode explicar o interesse por animais de estimação, como cães e gatos, para os quais existem salões de beleza e massagistas. Segundo um comunicado da seguradora Anicom, o gasto anual dos japoneses com o cuidado com seus cães aumentou 20% em 2008, atingindo US$ 2,570.

Com informações da agência EFE

 
MRS Logística tem lucro líquido de R$ 663 milhões em 2008 E-mail
 
Boletim Unificado dos Ferroviários - nr 16 E-mail
FCA/VALE, a loba com pele de cordeiro
BUF1BUF1
 
Trem de passageiros com destino a Vitória não deixa Belo Horizonte E-mail
27/03/2009 - 11h33 ( - Da Redação Multimídia)
O trem de passageiros da Vale, que sairia às 7h desta sexta-feira (27) da cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, para Vitória, não deixou a Estação Ferroviária da capital mineira. Um trem de cargas da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) sofreu um acidente na altura de Sabará, também em Minas, na madrugada desta sexta, e interrompeu a estrada de ferro.

De acordo com a assessoria de comunicação da FCA, o acidente aconteceu por volta das 2h10 e o trem estava descarregado no momento. Cinco vagões tombaram, outros cinco descarrilaram e oito ficaram inclinados.

A FCA informou ainda que não houve vítimas e nem danos ambientais. Os técnicos da empresa estão no local para acompanhar a retirada dos vagões.

A assessoria de comunicação da Vale informou que os passageiros que partiriam de Minas para a capital capixaba não foram prejudicados pelo cancelamento da viagem desta sexta.

Todos os passageiros puderam escolher entre trocar a data da viagem, ou receber a quantia de volta, segundo a empresa.

Para quem decidiu viajar de trem de Vitória para Belo Horizonte, a viagem aconteceu normalmente. O trem partiu da Estação Pedro Nolasco, em Cariacica, às 7h30.


http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/03/70902-trem+de+passageiros+com+destino
+a+vitoria+nao+deixa+belo+horizonte.html

 
 
LOGÍSTICA: MRS aprova investimentos de R$ 549 milhões E-mail
SÃO PAULO, 24 de março de 2009 - A MRS Logística, por meio de seu conselho de administração, aprovou ontem investimentos da ordem de R$ 549 milhões para o exercício de 2009. De acordo com a empresa, o recurso leva em conta uma previsão de 136,8 milhões de toneladas úteis para o transporte a ser realizado.

Deste montante R$ 178 milhões serão para material rodante e oficinas, R$ 221 milhões para via permanente, R$ 112 milhões para sinalização, energia e telecomunicações e R$ 38 milhões diversos.

O custeio dos investimentos será atendido com recursos decorrentes da geração operacional de caixa, com R$ 317,3 milhões da retenção da parcela de 50% dos lucros a distribuir e a outra parte por meio de financiamento.

(Redação - InvestNews)
http://www.gazetamercantil.com.br/GZM_News.aspx?parms=2408666,45,1,1
 
 
Projeto de ferrovia transcontinental inclui cidade de Muriaé E-mail

http://www.portalclick.com.br/portalclick/2009/03/22/
projeto-de-ferrovia-transcontinental-inclui-cidade-de-muriae/

 

Trem da FCA passa todos os dias por Recreio vindo de Cataguazes carregado de minério de bauxita

Trem da FCA passa todos os dias por Recreio vindo de Cataguazes carregado de minério de bauxita

Um projeto do Governo Federal pretende criar nos próximos anos, a Ferrovia Transcontinental, linha de maior extensão com 4 mil e 400 Km, ligando o litoral do Estado do Rio de Janeiro à divisa com o Peru, passando por Muriaé, Ipatinga e Paracatu (MG); Brasília (DF); Uruaçú (GO); Cocalinho, Ribeirão Cascalheira e chegando ao Nortão, com ramal em Lucas do Rio Verde. De lá seguirá a Vilhena e Porto Velho (RO); Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Boqueirão da Esperança (AC). No país vizinho, o processo de concessão está em fase adiantada e, ligará a divisa com o Brasil até o Oceano Pacífico. O presidente do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, previu, anteriormente, que no quarto trimestre de 2009 deve ser feita a licitação da Transcontinental, ou início dos trabalhos através de PPPs (Parceria Público Privadas), com prazo de conclusão da ferrovia em seis anos. Atualmente, na região de Muriaé, apenas as cidades de Recreio e Cataguazes, possuem ramais ferroviários, uma vez que vários trechos da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, foram desativados, na primeira metade da década de 60.

Em Recreio, 45 Km de Muriaé, a antiga Estrada de Ferro Leopoldina, é mais utilizada para transportar minério de bauxita, que sai de Cataguazes, para os portos do Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje a ferrovia se chama Centro Atlântica, mais conhecida como FCA, uma empresa privada pertencente a VALE, criada em  setembro de 1996, assumindo parte da malha privatizada da RFFSA em Minas.

Trem da FCA em Recreio carregado de minério

Trem da FCA em Recreio carregado de minério

A Estrada de Ferro Leopoldina foi a primeira ferrovia implantada no estado de Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Ligada à economia do café, em expansão a partir de meados do século XIX, a ferrovia a Estrada de Ferro Leopoldina nasceu da iniciativa de fazendeiros e comerciantes da Zona da Mata Mineira, acostumados a transportar a produção de café da maneira tradicional, por tropas de mulas, até os portos do litoral. No retorno, os tropeiros traziam produtos manufaturados.

Ligando a cidade de Leopoldina à de Porto Novo do Cunha (hoje Além Paraíba), na divisa da Província de Minas Gerais com a do Rio de Janeiro, onde então findavam os trilhos da Estrada de Ferro Dom Pedro II. A Estrada de Ferro Leopoldina foi criada pelo Decreto nº 4.976 de 5 de Junho de 1872 e teve fim em 1965.

Recreio, próxima a Muriaé: cidade ainda cortada por trilhos

Recreio, próxima a Muriaé: cidade ainda cortada por trilhos

Em Eugenópolis (25 Km de Muriaé) onde passava a Estrada de Ferro Leopoldina, encontrei com Sebastião Evangelista Praxedes, 68 anos, que dedicou, 32 anos de sua vida, a estrada de Ferro Leopoldina. Ao saber de uma possível reativação da ferrovia nessa região, ele ficou contente. Em Recreio, na cidade cortada por trilhos, encontramos uma verdadeira enciclopédia da Estrada de Ferro Leopoldina e RFFSA, Gumercino Adamastor Duarte, 30 anos, 9 meses e 29 dias dedicados a ferrovia brasileira na região. Perguntado se é viável a volta das ferrovias, ele disse que sim. Outras pessoas da cidade também falam do passado e futuro da rodovia. É o caso do ex-agente de estação por 34 anos, Sérgio Vilela, que disse que o trem nunca deveria ter acabado. As linhas de Recreio, ainda chegam a Campos ou Rio de Janeiro e bons trechos de Minas, rumo a Além Paraíba e São Paulo. Na região de Muriaé ainda há estações de trem em Barão do Monte Alto, Eugenópolis, Tombos, Patrocínio do Muriaé e Prado, sem trilhos. Em Muriaé, nem trilhos e nem estação.

Se o projeto da Transcontinental sair do papel, o transporte brasileiro vai viver uma nova fase, quem sabe mais eficiente, uma vez que hoje ele é feito praticamente por caminhões em rodovias mantidas pelo governo e que na sua grande maioria está em péssimo estado de conservação.

Por Silvan Alves
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

Apoio de reportagem: Rede Atividade / Emanuel Gomes / Edson Porto

 
Europa nos trilhos E-mail
Trem Wengenalp
Por: Próxima Viagem
Se você vai viajar de trem pela Europa, relaxe: é muito mais fácil, confortá­vel e tranquilo do que pegar um avião. Quase não há atrasos ou can­celamentos, mesmo nos invernos inclementes. E nem o medo do terro­rismo criou empecilhos como ocor­re nos aeroportos.
Esses fatores têm colocado em voga de novo o bom e velho trem. Aliás, "velho" coisa nenhuma: as ferrovias européias se modernizaram como nunca nos últimos quin­ze anos, ganhando estações sofisti­cadas, onde existe internet wi-fi, lo­jas chiques e mostras de arte.
Para um brasileiro, é difícil ima­ginar isso. Afinal, décadas de equívocos políticos nos legaram um país em que existem apenas três acanha­das ferrovias de passageiros, tota­lizando menos de 2.000 quilômetros de trilhos. Trem, no Brasil, é uma vaga lembrança do passado. Nada mais diferente que o cenário euro­peu, onde, numa área equivalente à de nosso país, acumulam-se mais de 240.000 quilômetros de ferrovias — ou seja, 120 vezes mais que por aqui.
Viagem pelos Alpes
São trens de todo tipo: dos ul­tra-velozes TGVs (sigla em francês para Trem de Alta Velocidade) aos relaxantes comboios turísticos que cortam os Alpes. Ou ainda, dos mo­dernos trens executivos que interli­gam cidades alemãs aos hotéis sobre trilhos que transportam passageiros durante a noite entre as grandes ca­pitais como Madri e  Paris. E mais: en­quanto os aeroportos somam algu­mas centenas, as estações ferroviárias são milhares por todo o conti­nente. Assim, você pode viajar tran­quilamente entre cidades médias e pequenas, sem ter de mudar de meio de transporte no caminho.
Não é de estranhar que os trilhos estejam fazendo frente às turbinas. Hoje em dia, 70% do tráfego de pas­sageiros entre Londres e Paris é feito pelo Eurostar, o trem inaugurado em 1994 que cruza o Canal da Mancha por um túnel submarino a mais de 300 quilômetros por hora. Com a abertura de um trecho que corta caminho em terras da rainha, mais gente opta pela viagem ferroviária. É que o percurso entre as capitais tem a duração di­minuída de 2h35 para 2h 15.  Por incrível que pareça, é quase a metade do tempo que se gasta de avião, se considerando o embarque e a distância dos aeroportos.
Brienz Rothorn
No trecho entre Londres e Bruxelas, o tempo de viagem é ainda menor: 1h25. "O trem acabou com os voos entre as duas cidades", diz Xavier Theret, diretor para a America Latina da Rail Europe. É um exagero: ainda existem linhas aéreas ligando as capitais da Inglaterra e da Bélgica. Mas hoje são menos da metade do que existia há quinze anos, todas oferecendo mil descontos para tentar sobreviver. Mesmo com a lambuja das companhias aéreas, a frequência dos trens aumenta de modo expresso. Já são nove saídas diárias entre Londres e Bruxelas — um trecho ferroviário que nem sequer existia doze anos atrás. Só perde para o itinerário Londres—Paris, que vê diariamente quinze Eurostars indo de um lado a outro.
A velocidade, porém, não é o único fator — longe disso, aliás. Talvez o conforto seduza mais que a rapidez. Não há comparação, por exemplo, entre as poltronas do Eurostar e as dos aviões de carreira: no mais apertado dos comboios franceses, o espaço por passageiro é no mínimo 40% maior do que num moderno Boeing 777.
Glacier Express
Em um trem, também não há necessidade de cintos de segurança e você pode zanzar de cá, para lá e vice-versa, algo particularmente agradável naqueles que incluem bar ou vagão-restaurante. Ou, ainda, sentir-se livre para descer numa estação qualquer para dar um passeio e pegar o próximo trem, graças aos cada vez mais populares passes. "Da para aproveitar muito melhor o tempo, porque as estações estão sempre perto do centro das cidades", empolga-se a universitária argentina Angélica Rojas, que comprou um passe de quinze dias ao lado de mais cinco amigos.
Alguns desses passes são tão completos que incluem descontos ou entrada gratuita em museus, um luxo com o qual nenhum turista ousava sonhar alguns anos atrás. E outros dão direito a desfrutar os cada vez mais badalados trens temáticos. Como o Snow Train, que sai de Londres com destino as estações de esqui nos Alpes, com direito a discoteca a bordo para a moçada se aquecer. Ou os trens panorâmicos e históricos — há mais de vinte deles! E, ainda, o trem do Chocolate que permite descer nas principais regiões produtoras de queijos e doces da Suíça. Uma alternativa perfeita para os viciados em acepipes.
Conheça alguns tipos de transporte ferroviário que você pode desfrutar na Europa:
ALTA VELOCIDADE
Eurostar
São trens capazes de viajar a mais de 500 km/h (ainda que na prática não passem de 320 km/h). A linha mais famosa é a Eurostar, que liga Londres a Paris em meras 2h15. A viagem nela acaba sendo mais rápida que a realizada por via aérea, devido à agilidade do embarque e à localização central das estações, em contraste com a burocracia dos check-in aéreos e a distância dos aeroportos. Só na França existem 665 trens rápidos, batizados de TGV (sigla em francês para trem de alta velocidade), Eles cobrem 181 destinos. Há similares na Alemanha (ICE), na Itália (ES), na Espanha (AVE) e na Suécia (X2000).
HOTEL SOBRE TRILHOS
Esses trens noturnos parecem cenário de filme. São equipados com cabines individuais ou familiares, com banheiro e ar-condicionado. O viajante recebe até mesmo uma nécessaire com produtos de higiene e perfumaria, como ocorre nos hotéis. Além disso, há o glamour do carro-restaurante, que serve jantar e café da manhã. Os mais famosos são o Elipsos, que leva de Madri a Paris e vice-versa, o City Night Line, que cruza Alemanha, Suíça e Áustria, e o Artesia, que conduz de Roma a Paris e vice-versa. O único problema é que, no Elipsos, por exemplo, há vagões novos e misturados a outros velhinhos e puídos. Vai da sua sorte.
TRENS TEMÁTICOS
Elipsos
Já pensou em ir a uma “balada ferroviária”? E a uma degustação de chocolates sobre trilhos? Pois há trens em que a atração está não apenas no destino, mas também a bordo, durante a viagem. O Snow Train, por exemplo, sai da Inglaterra e vai parando por toda a França para recolher fãs de esqui na neve. O destino são os Alpes e, no caminho, a galera se diverte no “disco car”, o vagão discoteca. Outro famoso é o Trem do Chocolate, apelidado de “Trem do Colesterol”. Isso porque ele leva às principais fábricas de queijo e chocolates da Suíça. Vez por outra surgem também trens para enólogos, com degustação de vinhos a bordo.
RÁPIDO E BARATO
Há alternativas práticas e confortáveis às viagens de automóveis. São os trens que cobrem trajetos médios a mais de 200 km/h, geralmente dentro de um mesmo país. Os executivos os adoram: existem a bordo até tomadas para recarregar notebooks e, portanto, trabalhar durante a jornada. Se você é um turista, aproveite. Mas não se atreva a falar alto ou fazer bagunça!
PARA VER A PAISAGEM
Eles existem em vários países, mas é na Suíça que atingem os píncaros — literalmente. Há linhas como o Glacier Express, que ao longo de 8 horas cruza o país passando por 291 pontes é 91 túneis nas montanhas, sempre de cara para paisagens nevadas. Outra linha, a Bernina, transpassa os Alpes de norte a sul, de Zurique a Tirano, na Itália. O ponto alto (mesmo!) é a passagem pelo Passo Bernina, que fica a 2500 metros de altura. E há os trens que contornam os belos lagos suíços, como o Golden Pass Line, que corre de Zurique a Genebra, passando pela famosa cidadezinha de Montreux.
 
Comissão defende aprovação do Plano Nacional de Viação E-mail
Agência Senado
BRASÍLIA - Em tramitação no Congresso há 15 anos, o projeto de lei que estabelece os princípios e as diretrizes para o Sistema Nacional de Viação (SNV) e altera o Plano Nacional de Viação (PNV) será debatido em audiência que integrantes da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) vão ter com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, nesta terça-feira (17). Com início às 11h30min, no gabinete do presidente da Câmara, a reunião foi proposta pelo presidente da CI, senador Fernando Collor (PTB-AL), com o objetivo de buscar entendimentos que permitam acelerar o exame e a votação final da matéria (PLC 18/20) naquela Casa.

De autoria do Executivo, o projeto chegou ao Congresso no fim do segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. As atenções sempre estiveram mais focalizadas no PNV, documento que contém a descrição geográfica e física de todas as vias de transportes existentes no território brasileiro e as que ainda devem ser construídas. Na prática, o PNV norteia investimentos de médio e longo prazo em rodovias, ferrovias, hidrovias, eclusas, portos e aeroportos, o que justifica a mobilização em torno da matéria, já que os parlamentares buscam atender seus estados com novas obras de infraestrutura em transportes.

Presenças

Confirmaram participação na audiência os senadores Eliseu Resende (DEM-MG), vice-presidente da CI, e Marconi Perillo (PSDB-GO), ex-presidente. Os dois estavam à frente dos trabalhos do colegiado, em dezembro, quando a comissão aprovou a matéria. Eliseu Resende, que à época também ocupava a vice-presidência da CI, atuou ainda como relator da proposta, acolhida pelo Plenário no esforço final de votações antes do recesso. A proposta voltou para nova apreciação na Câmara, a Casa inicial, porque o texto aprovado no Senado foi o substitutivo preparado por Eliseu Resende.

Ao fim da votação no Senado, mais de 15 senadores elogiaram o texto substitutivo e destacaram a trajetória do senador por Minas. Ex-ministro dos Transportes, ele é considerado um dos grandes especialistas nessa área no país. Á época, Eliseu Resende dizia que a aprovação da matéria significaria um novo momento para o país estabelecer novas diretrizes para "orientar o governo na execução das obras de infraestrutura necessárias ao desenvolvimento, à integração nacional e à cômoda e segura locomoção dos passageiros e cargas no Brasil".

Por coincidência, o parlamentar mineiro foi também o relator do projeto em sua primeira análise na Câmara, no exercício de mandato naquela Casa. Então, da mesma forma como atuou na CI, ele negociou intensamente com parlamentares e autoridades a elaboração de um novo mapa viário que contemplasse o conhecimento detalhado da estrutura existente e suas perspectivas para o médio e longo prazo.

Na CI, o relatório preparado por Eliseu desenhou uma malha de rodovias federais de 120.491 quilômetros, sendo 45.597,40 ainda a serem construídos. Da malha já implantada, 61.017,3 quilômetros são pavimentados e 13.876,3 quilômetros ainda não têm asfalto. De acordo com o novo plano, o governo federal deverá ser o responsável direto por 54.322 quilômetros, ou seja, 45% do Sistema Rodoviário Federal (SRF), abrigados sob a denominação de Rede de Integração Nacional (Rinter). Essa será a malha rodoviária básica.

A Rinter inclui os principais eixos de transporte, com papel crucial para a integração interestadual e continental do país, bem como para o fluxo de cargas e pessoas. Os 55% restantes, a chamada rede complementar, poderão ser entregues a administrações estaduais.

Rodovias estadualizadas

O projeto aprovado autoriza a União a realizar investimentos nas rodovias que foram estadualizadas com base na MP 82/02, mas nunca transferidas aos 14 estados envolvidos. A União fica legalmente autorizada a investir nas rodovias e a garantir as condições técnicas para a efetiva transferência.

Quando a MP foi editada, no final do governo Fernando Henrique Cardoso, os estados receberam R$ 130 mil por quilômetro transferido. No entanto, gastaram esse dinheiro e se recusaram a assumir a gestão das rodovias, argumentando que as estradas estavam em estado precário e que os recursos não dariam para cobrir os custos de recuperação e conservação.

Ferrovias e hidrovias

O novo PNV conta com a previsão de uma malha ferroviária com 46.327 quilômetros, dos quais apenas 28.831 quilômetros estão em operação. O Sistema Ferroviário Federal (SFF) equivalerá a 38,4% do Sistema Rodoviário Federal (SRF) e 85,2% da Rinter - a rede básica de rodovias. Estão autorizados dois ramais para trem-bala ligando São Paulo e Rio de Janeiro e o trecho Belo Horizonte-Curitiba, também passando por São Paulo. O SRF sofreu alterações para atender às necessidades de escoamento da produção.

Já o Sistema Hidroviário Federal (SHF) vai dobrar de tamanho, chegando a 56.594 quilômetros, a mesma extensão, portanto, da Rinter e o equivalente a 50% do Sistema Rodoviário Federal. Sobre as hidrovias, Eliseu Resende informou que foram mapeados todos os trechos navegáveis do país. O Anexo IV do projeto divide as hidrovias em regiões hidrográficas: Amazônica, Tocantins-Araguaia, Nordeste Ocidental, São Francisco, Atlântico Sudeste, Atlântico Sul, Paraná, Uruguai e Paraguai.

Os portos fluviais serão 215 e as eclusas, plataformas que tornam navegáveis alguns trechos de rios, somarão 26. Os portos marítimos foram estabelecidos em 47 e os aeroportos, em 69, sendo 38 domésticos e 31 internacionais. A criação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a discussão em torno da privatização dos aeroportos foram dois dos motivos da prolongada tramitação da matéria.
 
 
Malha ferroviária atinge limite para transporte de carga E-mail
16/03/2009 - 09h47
Redação 24HorasNews
 
    
     Privatizadas há pouco mais de uma década, as ferrovias que operam na malha da extinta RFFSA estão chegando perto do seu limite de transporte de carga, na avaliação feita pelo governo e pelos próprios investidores privados no setor.
    
     Em 1997, as ferrovias transportavam 253 milhões de toneladas. Esse número aumentou rapidamente no início dos anos 2000, mas agora o crescimento desacelerou --em 2007 cresceu 6,6% e, em 2008, 2,8%. Ano passado, foram transportados 426,5 milhões de toneladas.
    
     "O salto inicial era previsível. Houve um ganho e agora bateu no limite estrutural", avalia Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Ou seja, com a atual malha ferroviária e seus problemas estruturais, como traçado inadequado, mais investimentos não significarão aumento significativo do volume transportado.
    
     De 2007 para 2008, os investimentos aumentaram 31% para um aumento de carga transportada inferior a 3%. Agora, para viabilizar o aumento de capacidade, o governo busca acordo com os concessionários privados. "A privatização foi feita olhando a arrecadação e não investimentos em ferrovias", afirma Figueiredo.
    
     Os investidores privados também avaliam que o limite está próximo. "Nossa avaliação é que 2010 é o limite, com toda a criatividade possível", disse Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários).
    
     Para Marcelo Spinelli, diretor de Comercialização de Logística da Vale, o ritmo mais lento no aumento da carga tem que ser visto no contexto da redução da demanda. "2008 foi muito afetado pela crise. A análise [de esgotamento da capacidade de carga] não pode ser tão determinística", afirma.
    
     Segundo Spinelli, governo e iniciativa privada precisam se antecipar ao aumento de demanda para evitar problemas. "A demanda vai voltar e temos que trabalhar para fazer o investimento em infraestrutura."
    
     O diretor-geral da ANTT afirma que, no momento da privatização, a RFFSA dava um prejuízo anual de aproximadamente US$ 200 milhões à União e não tinha capacidade de investimentos. "O problema era fiscal. A RFFSA não podia se manter nem evoluir."
    
     A privatização na verdade foi um aluguel da malha, chamado de "arrendamento", e aconteceu entre 1992 e 1998. Por ano, a União recebe dos arrendatários cerca de R$ 400 milhões.
    
     Como a prioridade era fazer caixa e livrar a União do prejuízo, o governo federal optou por não incluir nos contratos com os investidores privados cláusulas que obrigassem investimentos em melhorias estruturais ou mesmo ampliação da malha. Se incluídas, essas cláusulas iriam causar perda de valor no arrendamento e no valor pago pela concessão.
    
     Negociações
    
     Como o contrato não prevê investimentos em melhorias estruturais, o governo está negociando com as atuais arrendatárias uma fórmula que torne interessantes os investimentos. Uma das possibilidades é o Estado fazer os investimentos necessários e cobrar um valor maior de arrendamento das empresas.
    
     A lógica é que, com melhores condições, as ferrovias podem transportar mais carga e, portanto, podem pagar mais arrendamento.
    
     Outra possibilidade é as empresas privadas fazerem o investimento e descontarem esse valor daquele pago com o arrendamento. Como os valores envolvem bilhões de reais, deverá prevalecer algum tipo de compromisso de parceria que permita maiores ganhos para as empresas (mais carga transportada) e para o governo (mais investimentos feitos).
    
     As empresas sinalizam com outra opção: extensão dos prazos do contrato de concessão, nos mesmos moldes do que foi feito pelo governo do Estado de São Paulo no "Cebolão", na rodovia Castello Branco. No acerto paulista, as concessionárias que operam a rodovia farão obras com recursos próprios e, em troca, terão seu contrato de concessão alongado.

http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=285073
 
FMI prevê desaceleração econômica mundial para 2009 E-mail
 
Dilma: País criará estatal para ter tecnologia do trem-bala E-mail
Laryssa Borges
Direto de Brasília

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, informou nesta quinta-feira que o governo deverá criar um instituto ferroviário para poder administrar o acúmulo de tecnologia que o Brasil passará a deter com a construção do trem-bala entre o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e o Rio de Janeiro.

O instituto funcionaria como uma pequena estatal para a administração da tecnologia de construção de transporte de alta velocidade e para a elaboração do planejamento estratégico do setor, nos moldes de como atua hoje a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no setor elétrico.

"Nós não só iremos reconstruir o instituto ferroviário para absorver (essa tecnologia). Esse instituto, articulado com as universidades e empresas privadas nacionais, será o portador da transferência de tecnologia quando da licitação do trem de alta velocidade", afirmou a ministra ao participar da abertura da reunião plenária do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social).

A idéia do governo é, ao desenvolver o projeto de US$ 11 bilhões, promover uma licitação internacional e exigir que as empresas interessadas se comprometam com a transferência da tecnologia do trem-bala ao Brasil.

Ao comentar, na reunião do CDES, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Dilma observou que esses investimentos não são resultado de uma "obra de marketing" ou uma "lista de obras" do governo federal.

A ministra criticou governos anteriores ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela suposta falta de investimentos em infra-estrutura e pela escassez de projetos de integração social ou de desenvolvimento de regiões afastadas dos principais centros do país. "O PAC não é um processo isolado. Tem dimensão social no projeto de inclusão. Também não uma lista de obras ou uma peça de marketing. Está dentro de uma política de governo", ressaltou a chefe da Casa Civil.

"(No passado tivemos) um modelo de estagnação econômica (...) e exclusão social. A esse modelo nós temos hoje no Brasil a possibilidade real e concreta de desenvolver um outro modelo. Construímos a estabilidade com uma situação externa sólida, acúmulo significativo de reservas para (...) bloquear a vulnerabilidade do país. Criamos um 'quadripé', com crescimento econômico, estabilidade, eqüidade e garantia de investimento em infra-estrutura e investimento em direitos. Esse é um modelo democrático, o que também nos diferencia, e é formulado com a participação da sociedade", declarou.

"(Buscamos a situação) para que o Brasil tivesse uma distribuição melhor de infra-estrutura. O PAC deliberadamente buscou isso, É uma política planejada e tem um caráter de segurar o investimento e de ser gerador de emprego e renda", concluiu a ministra.

http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=
200903051504_RED_77879966&idtel=
 
Setor ferroviário já vê avanço em projetos e busca expansão E-mail
SÃO PAULO - O avanço, ainda que tímido, de projetos para a construção de novos trechos ferroviários e a confirmação da aquisição de novos equipamentos para o transporte de cargas sobre trilhos vem aquecendo o setor no País. Aliado a este cenário, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) promete destinar mais de R$ 10 bilhões a projetos de mais de 5 mil quilômetros de trilhos, como o da Ferrovia Norte-Sul, o da Nova Transnordestina e a ampliação da Ferronorte - este último, orçado em R$ 700 milhões.

Ontem, mais um passo formal neste sentido foi dado, com a autorização dada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para os primeiros 13 quilômetros de um projeto desenvolvido pela América Latina Logística (ALL) que ainda depende da obtenção de financiamento.

Enquanto isso, Estrada de Ferro do Paraná Oeste (Ferroeste) anunciou ontem um incremento de 15,6% no volume de movimento de cargas no primeiro bimestre deste ano, mesmo em um período de turbulência econômica. Nos resultados consolidados de 2008, a estatal paranaense viu o volume crescer 20%, e, se levado em consideração o período 2006/2008, a variação positiva sobe para 37,8%. "A Ferroeste mostra que uma empresa pública pode ser mais eficiente que uma operadora ferroviária privada", alfinetou Samuel Gomes, presidente da ferrovia.

O executivo da estatal se orgulha de, desde que a operação foi retomada pelo governo, ter aumentado continuamente a produção, ressaltando o modelo de "cargas privadas em ferrovias e portos públicos", e alegando que a situação leva a ganhos tanto do setor privado como do Porto de Paranaguá, outra autarquia estadual paranaense. A companhia afirma que, por ser uma operadora pública, é capaz de "oferecer fretes mais baixos e subsidiados aos pequenos e médios produtores", conforme divulgou.

O levantamento bimestral da Ferroeste apontou que o volume movimentado entre janeiro e fevereiro de 2009 foi de 325 mil toneladas úteis (TUs) - medida usada para medir o fluxo de carga ferroviária. Esse total é maior do que as 281 mil TUs operadas no primeiro bimestre do ano passado, que também havia superado o mesmo período de 2007. A empresa ferroviária opera hoje o trecho entre as cidades de Cascavel e Guarapuava, no qual, em janeiro passado foram transportadas 145 mil TUs, o que representa uma variação 13,17% superior ao primeiro mês de 2009. Já em fevereiro passado, o saldo positivo foi de 17,66%, de cargas movimentadas a mais do que no mesmo mês do ao anterior.

Com capacidade para transportar 5 milhões de toneladas por ano e com uma demanda calculada para a área de influência de 20 milhões, entre os Estados de Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, mais o Paraguai, a Ferroeste tem prevista a sua expansão no PAC: a partir de 2010, está previsto o início das obras que ligarão Guarapuava a Paranaguá, onde está a Administração Portuária de Paranaguá e Antonina (Appa), expressivo complexo portuário.

Mês passado, a Ferroeste licitou a compra de 500 vagões. Disputaram Santa Fé, Randon e Amsted Maxion; esta última ficou à frente, vencendo a licitação pela menor oferta, de R$ 208,4 mil por unidade. Hoje, a frota da companhia tem 15 locomotivas e 60 vagões e avisa mais um processo para adquirir sete locomotivas.

Ferronorte

Com forte atuação também no Paraná, a ALL pôde ver ontem, publicada no Diário Oficial da União, a autorização de seu projeto para as obras de prolongamento da Ferronorte, um dos principais projetos tocados pela companhia, que deve ligar via ferrovia Alto Araguaia e Rondonópolis, no Mato Grosso. A publicação refere-se ao trecho entre os quilômetros 500 e 513.

Trata-se de apenas um passo formal rumo à execução do projeto da ALL, que hoje encontra-se em fase de discussão como o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para obtenção de financiamento. No processo estão envolvidos um grupo de investidores composto pela Constran Construções e Comércio, Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo Serviço (FI - FGTS), da Caixa Econômica Federal, e o Fundo de Investimento em Participações (InfraBrasil), que aguarda a definição dos recursos, que deve ocorrer logo, para que se viabilize a obra até 2010.

Bernardo Hess, presidente da ALL, assinou um termo no ano passado pela concessão da Ferronorte por 25 anos, e construção do trecho ferroviário em questão - ao todo, serão mais de 250 quilômetros de extensão. "A construção do trecho elimina a ponta rodoviária e garantirá economia ao cliente", disse Hess, na época.


Fabíola Binas
 
Mudança em fundo de ferroviários é contestada E-mail
Agência Estado

Oriundo do PR, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, poderá entrar em confronto com o PT, o PMDB e o PP ao, como planeja, colocar na Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer), fundo de pensão de ferroviários e metroviários, um presidente de sua confiança política. Políticos das três legendas, que já apadrinham dirigentes e conselheiros, resistirão a mudanças que afetem seu espaço político.

Outro foco de atrito virá de sindicalistas e aposentados, que protestarão, às 14 horas de hoje, na porta do Refer, no Rio, contra a substituição do atual presidente, Marco André Marques Ferreira, por Alexandre Júlio Lopes de Almeida, pretendida por Nascimento. O ministro alega motivos técnicos, mas sindicatos apontam o grande volume de dinheiro manipulado pela instituição como real motivo da troca.

Como apadrinhados de políticos, participantes do fundo apontam a diretora de Seguridade, Tânia Regina Ferreira, mulher do deputado Carlos Santana (PT-RJ); o integrante do Conselho Deliberativo Fábio Tepedino Júnior, indicado pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ); e o membro do Conselho Fiscal Nilson Vassimon, eleito, mas apoiado pelo PMDB. O fundo tem ativos de R$ 2,9 bilhões e foi objeto, em 2003 e 2004, de uma guerra envolvendo o ex-deputado Jorge Moura, que o presidia, Santana e o então subchefe da Casa Civil Marcelo Sereno. Um dos motivos foi uma proposta de terceirizar a gestão de R$ 1,4 bilhão em Notas do Tesouro Nacional (NTNs.). A briga foi objeto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, que investigou o mensalão.

O fundo foi criado em 1976 pela Rede Ferroviária Federal S.A, extinta em 2007 e com ativos transferidos à Valec. Tem ainda como patrocinadoras a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a Companhia Estadual de Transportes e Logística (Central) do Estado do Rio, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), a Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro e Companhia de Transportes de Salvador (CTS). Como são maiores, RFFSA/Valec, CBTU e Central indicam metade dos integrantes do Conselho Deliberativo. A outra metade é eleita pelos participantes, em pleito direto. O mandato de cada diretor e conselheiro é de quatro anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.comuniweb.com.br/?idpaginas=20&idmaterias=403430
 
 
Ferroviários marcam protesto contra mudança na direção do fundo de pensão da categoria E-mail
03/03/2009 - 16:48:48


Com manifestação marcada para amanhã (4), sindicatos do setor ferroviário questionam o nome indicado pelo Ministério dos Transportes para a direção do fundo de pensão do setor. Alegando que o novo nome não foi negociado, os sindicalistas afirmam que o episódio é “mais uma tentativa” dos partidos políticos de captar recursos para o financiamento de campanhas em 2010.

Na semana passada, sindicatos e servidores de Furnas também entraram em disputa com o Ministério de Minas Energia para manter na Fundação Real Grandeza o atual diretor, Sérgio Wilson Ferraz Fontes. Com patrimônio de R$ 7,5 bilhões, o fundo de pensão de Furnas é um dos maiores do país. Depois de uma paralisação dos servidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a mudança na diretoria do fundo.

Dessa vez, os sindicatos dos ferroviários questionam iniciativa do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que pediu ao conselho deliberativo do fundo da Rede Ferroviária Federal (Refer) a substituição do diretor Marco André Marques – há dois meses no cargo – por Alexandre Júlio Lopes de Almeida. De acordo com os sindicalistas, a indicação não foi discutida com os trabalhadores, que questionam “a mudança repentina”.

“Por que trocar agora? Não entendemos por que a discussão do nome não foi feita com a categoria. Se há duvidas sobre a postura de direção, temos que pedir um levantamento a essa direção. O que não dá é volta e meia uma mudança por questões políticas”, disse o presidente dos Sindicatos dos Ferroviário do Rio de Janeiro, Valmir Lemos.

O Sindicato dos Empregados de Previdência Privada do Rio de Janeiro reforça a tese da capitalização dos fundos com fins eleitoreiros. “É um assédio político, visando a 2010”, afirmou o presidente do sindicato, Aristóteles da Silva. Para ele, a direção do Refer está em boas mãos e a troca de cadeiras não atende os beneficiários.

“No momento, não há perfil melhor [para a direção]. Para o fundo, o técnico é muito mais produtivo que o político. O político chega lá e fica obedecendo a favores de quem o sustenta politicamente no cargo”, afirmou Silva.

O Ministério dos Transportes disse que não vai comentar a indicação. Por meio da assessoria de imprensa, informou que o nome sugerido para o fundo de pensão, que tem 40 mil dependentes e um patrimônio de R$ 2,9 bilhões, faz parte de uma“reestruturação” do setor, e informou que Alexandre Júlio Lopes de Almeida, o indicado, já foi técnico e diretor do Refer.



Agência Brasil
http://www.clicabrasilia.com.br/portal/noticia_new.php?IdNoticia=90365

 
Locomotiva (FCA) descarrila próximo a Salitre de Minas e deixa maquinista levemente ferido E-mail
Três locomotivas e um vagão tombaram na via férrea na região de Salitre de Minas. O acidente aconteceu por volta de 4h desta segunda-feira (2), no km 859 da ferrovia. Uma pessoa ficou levemente ferida.

Ainda não se sabe o motivo, mas a composição da Ferrovia Centro-Atlântica descarrilou causando o tombamento. A locomotiva trafegava no sentido Salitre de Minas-Ibiá carregando soja.

Um funcionário da empresa socorreu o maquinista até um hospital de Ibiá com ferimentos leves. O descarrilamento da locomotiva provocou derramamento de óleo que atingiu um rio, mas sem maiores proporções. Uma empresa foi chamada para conter o vazamento do combustível.

As informações são do site Patrocínio on Line, acrescentando que “os trabalhos de transbordo do combustível e remoção das composições foram providenciados pela FCA”. Os trabalhos devem durar três dias e enquanto isto a ferrovia fica intransitável. Ainda segundo o site, “a assessoria de comunicação da FCA irá se pronunciar sobre o acidente depois da apuração da causa”.

Fonte: http://www.patrociniohoje.com.br/news.php?nnid=7614

 
Demora no sistema modal é entrave e ferrovia é a alternativa E-mail
ESCOAMENTO DA SAFRA


O Deral (Departamento de Economia Rural) de Cascavel estima uma colheita 1.383.379 toneladas de grãos para a safra 2008/2009. A princípio, a previsão era de mais de 2 milhões de toneladas, entretanto, problemas climáticos diminuíram a produção.
A estimativa de colheita de soja, que era de 1.471.925 toneladas, caiu para 992.748 no último levantamento feito pelo Deral no fim de janeiro. A colheita de milho, estimada em 643.572 toneladas, caiu 39%, chegando a 390.631 toneladas no Núcleo de Cascavel. Esta semana um novo levantamento deverá ser divulgado pela Secretaria de Agricultura e a expectativa não é otimista: as perdas devem aumentar.
Com a quebra, o jeito é tentar minimizar os prejuízos, inclusive na logística do escoamento da safra.
O agricultor Savério Silva está colhendo os dez hectares de soja que plantou. O produto está sendo levado para uma cooperativa, pois, segundo ele, não há possibilidade de fazer a venda direta. “O custo de transporte é muito alto. Para levar até a cooperativa já perdemos um monte, se tivesse que levar até Paranaguá, por exemplo, perderia quase todo o lucro”.
Se por um lado os agricultores reclamam do alto valor para o transporte, os caminhoneiros reclamam do baixo custo do frete. O presidente do sindicato dos caminhoneiros, Jeová Pereira, aconselha aos caminhoneiros que não transportem grãos e fiquem em casa. “O que estão fazendo com os caminhoneiros é um abuso, muitos estão tendo que pagar para trabalhar, não podemos deixar isso acontecer. O que pedimos é para que fiquem em casa e não se sujeitem a esses valores que estão sendo pagos. Se todos fizerem isso, eles serão obrigados a aumentar o valor pago aos caminhoneiros”.
OPÇÕES
O valor que está sendo pago para os caminhoneiros gira em torno de R$ 55 a tonelada para um percurso de 700 quilômetros. Uma alternativa que ganha impulso entre os produtores é o transporte ferroviário, cujo valor do frete gira em torno de R$ 40 a tonelada para o mesmo percurso.
Contudo, a falta de estrutura da Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste) ainda não permite uma compensação nos custos. Uma carga que sai de Cascavel com destino a Paranaguá demora até oito dias para chegar ao destino, o que dilui a economia do frete.
O presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, explica que o governo está investindo para que o transporte ferroviário fique mais barato, e, consequentemente, mais ágil. “Estamos fazendo investimentos e dentro de alguns anos o transporte ferroviário será ainda mais barato. Os caminhoneiros irão continuar com o trabalho deles, no entanto, com uma qualidade de vida melhor, porque irão trabalhar perto de suas casas, fazendo apenas viagens curtas”.


CAPACIDADE
Produtores poderão financiar vagões

Essa semana a empresa Amsted Maxion, fabricante de vagões, venceu uma licitação para fornecer 500 vagões para empresas interessadas em utilizar a malha da Ferroeste. A oferta final da Amsted ficou em R$ 208,4 mil por vagão. Pelo sistema de registro de preços, as empresas que utilizam a Ferroeste poderão comprar os vagões, que serão puxados pelas locomotivas da Ferroeste.
O presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, explica que os vagões poderão ser totalmente financiados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), o que facilitará para que os agricultores possam fazer a aquisição. “Estaremos fazendo a ponte para garantir agilidade na liberação dos recursos para a compra dos vagões que serão usados na ferrovia. Os financiamentos poderão ser feitos pelo BNDES”.
Dados da Ferroeste apontam que, atualmente, são escoados cerca de 2 milhões de toneladas por ano pela ferrovia, mas com a entrada dos novos vagões poderá chegar a 3 milhões de toneladas. A companhia tem capacidade para transportar 5 milhões de toneladas ao ano na linha entre Cascavel e Guarapuava. A distância entre a região produtora, no oeste do Estado, até o porto paranaense é de 700 quilômetros. O valor médio de frete ferroviário é de R$ 40 a R$ 45 por tonelada nesse trecho, enquanto o frete rodoviário custa de 15% a 20% a mais.
Em janeiro, a ferrovia transportou 145 mil toneladas de grãos, ante 129 mil toneladas na comparação com o mesmo mês de 2008. A companhia espera manter o ritmo de crescimento neste ano. Para este mês a perspectiva é atingir 190 mil toneladas, ante 152 mil toneladas escoadas em fevereiro do ano passado.
O presidente da Ferroeste afirma que o próximo passo da companhia para garantir competitividade será a aquisição de sete locomotivas. Um investimento que, segundo seus cálculos, garantirá uma economia de 40% nos custos com diesel e de 60% em manutenção de equipamento.
Além disso, enquanto as antigas locomotivas formam trens de apenas 32 vagões, os novos equipamentos poderão tracionar até 65 vagões. "Com essas mudanças, a empresa poderá aumentar produção e baixar o valor do frete".

Fonte: http://www.jhoje.com.br/01032009/local.php
 
 
Museu Ferroviário, do Shopping Estação, resgata a história das ferrovias no Paraná E-mail

O Museu Ferroviário, localizado no Shopping Estação, está com um novo horário de atendimento. Pensando nos visitantes e turistas que o Shopping recebe diariamente, o espaço abre agora ao público de terça-feira a sábado, das 10h às 18h e, domingo, das 11h às 19h. Na segunda-feira, o museu pode abrir em horário especial para grupos de estudantes e turistas mediante agendamento prévio, que pode ser feito pelo telefone (41) 2101-9202, ou pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email A entrada é gratuita.
Para quem não conhece a história das ferrovias no Paraná, vale visitar o museu, que relata os fatos desde 1885, quando foi inaugurado o trecho ferroviário entre Paranaguá e Curitiba, trazendo consigo o avanço tecnológico e econômico. Com mais de 600 peças, o acervo do museu é único por possuir itens curiosos, como um grande livro utilizado para a contabilidade da antiga Estação, e outras peças históricas como os relógios, telefones e telégrafos que eram utilizados na Estação e artigos do interior dos trens, como bagageiros, fechaduras e luminárias da época. É possível ver até uma réplica de locomotiva a vapor. Além das peças o museu também guarda um pouco da história escrita das ferrovias. Um acervo constituído por recortes de jornais e livros sobre as ferrovias pode ser consultado no local.

Serviço:

* Museu Ferroviário
* Data: de terça-feira a domingo
* Horário: 10h às 18h (de terça-feira a sábado)
* 11h às 18h (domingo)
* Local: Shopping Estação – Av. Sete de Setembro, 2775 – Curitiba (PR)
* Informações: (41) 2101-9000
* Entrada gratuita.

Fonte: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=cursos&id=20668
 
 
Cresce o turismo sobre trilhos E-mail
26/02 - 02:03

SÃO PAULO, 26 de fevereiro de 2009 - O transporte ferroviário há tempos perdeu importância no orçamento governamental. Mas em épocas em que o governo federal, junto com esforços estaduais, tenta trazer para o Brasil um trem bala - a fim de atender à demanda da Copa do Mundo de 2014 -, o transporte ferroviário volta a ganhar destaque, não como meio de transporte principal, mas como forma de atração turística. Em vários locais, empresas públicas e privadas mantêm trajetos turísticos ferroviários e garantem, há público interessado em pagar, e bem, para ver as paisagens do Brasil sobre trilhos.

Em 2008, segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos Culturais (Abottc), cerca de 3 milhões de pessoas viajaram pelos trens turísticos brasileiros, número que cresce cerca de 8% ao ano. Hoje, o País conta com 20 operações frequentes, além de algumas eventuais. Há aquelas que desapareceram, como o famoso Trem de Prata, que até novembro de 1998 ligou São Paulo ao Rio de Janeiro. O trajeto sucumbiu à concorrência com as empresas áreas que, na época, chegavam a cobrar R$ 80 por uma passagem, enquanto o percurso de oito horas de trem custava pelo menos R$ 120.

Para março, está previsto o retorno de tradicional percurso paulista Estação da Luz - Paranapiacaba e Luz - Jundiaí, desativado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em 2002. E segundo dados da Abottc mais dez concessões para a operação de trens turísticos estão previstas para serem entregues este ano, uma delas é o Pantanal Express, operado pela Serra Verde, que deve ser inaugurado no dia 8 de maio. Em um trajeto de 220 quilômetros, que vai sair de Campo Grande, passar por Miranda e Aquidauana, o trem dará vida ao trajeto nacional do mítico Trem da Morte, que ligava Bauru (SP) a Corumbá (MS).

"Parte desse trecho voltará a ser visto pelos passageiros do Pantanal Express", afirma Adonai Aires Arruda Filho, diretor da Serra Verde. E a expectativa, conta o executivo, é que o trajeto seja ampliado até Corumbá. "Mas isso só deve ocorrer em 2010, pois ainda depende da recuperação da via", diz. No entanto, ele já antecipa, "refeito o restante da via, será fácil para o turista ir de Corumbá até a Bolívia e pegar o trajeto do Trem da Morte de Quijarro a Santa Cruz de La Sierra".

A animação de Arruda é fruto de uma nova realidade: prefeituras e até mesmo empresas transportadoras de cargas, que têm concessões de vias, estão cada vez mais interessadas em valorizar os atrativos turísticos de suas regiões com o desenvolvimento férreo.

No caso do trem do Pantanal, a iniciativa foi do governo do Mato Grosso. Já no caso do Espírito Santo, é a própria operadora de cargas, a Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que convidou a empresa a desenvolver um projeto. "Fizemos uma visita inicial para conhecer o trajeto e estrutura e num primeiro momento parece ser viável uma rota turística", diz Arruda, que percorreu o trecho de Viana, na região metropolitana de Vitória, até Marechal Floreano.

Arruda afirma que a demanda de empresas e prefeituras é muito maior que a capacidade das operadoras em atender. "Atualmente, cerca de 17 empresas, em sua maioria Ongs (organizações não-governamentais), operam os trajetos de trens turísticos", explica.

O problema é que com a parca divulgação dos destinos e os alto custos de operação, além da falta de incentivo do governo, é muito difícil colocar uma nova linha em operação. "Temos que fazer o acordo com a operadora de carga para o aluguel de locomotiva e conseguir um valor que, distribuindo pela tarifa, seja viável", avalia.

A Serra Verde, empresa de origem familiar, criou até mesmo uma operadora de turismo para facilitar a venda de pacotes ligados aos destinos ferroviários, a BWT. Atualmente, a empresa faz a operação regular do trecho Curitiba - Morretes, que, segundo Arruda, já é o segundo mais visitado no Paraná, após as Cataratas do Iguaçu. A empresa também opera o trem de luxo, o Great Brazil Express, que quatro vezes ao mês faz o trajeto Pontagrossa - Cascavel.

Criada há 12 anos, só em 2006 a Serra Verde começou a dar lucro. "Nosso investimento foi alto. Só no trem de luxo foram R$ 2,5 milhões." No ano passado, a empresa vendeu cerca de 134 mil passagens e obteve um faturamento bruto de aproximadamente de R$ 4,5 milhões. (Regiane de Oliveira - Gazeta Mercantil)

Fonte: http://www.gazetamercantil.com.br/
GZM_News.aspx?parms=2359920,45,1,1

 
 
Lucro trimestral da Vale sobe 136,8%, para R$ 10,4 bi E-mail
A Vale registrou lucro líquido de R$ 10,449 bilhões no quarto trimestre de 2008, alta de 136,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, quando o lucro somou R$ 12,433 bilhões, o resultado caiu 15,9%.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações, na sigla em inglês) foi de R$ 6,559 bilhões no quarto trimestre, alta de 2% em comparação com o mesmo período de 2007. O Ebitda caiu 42,2% em relação ao terceiro trimestre de 2008, quando o resultado foi de R$ 11,352 bilhões.

Em 2008, a Vale registrou lucro líquido de R$ 21,279 bilhões, alta de 6,36% em comparação com o ano anterior. O Ebitda foi de R$ 35,02 bilhões no período, avanço de 4,17% sobre 2007, quando o resultado foi de R$ 33,619 bilhões. A receita líquida no ano teve alta de 8,92%, para R$ 70,541 bilhões.

http://noticias.br.msn.com/economia/artigo.aspx?cp-documentid=17963380
 
 
Vale fecha acordo com 15 sindicatos de todo o país E-mail
Fonte: Agência Estado (Portal Uai)

A mineradora Vale do Rio Doce informou na quarta-feira que todos os 15 sindicatos majoritários que representam os 38 mil empregados próprios da empresa aceitaram o acordo de licença remunerada proposto pela companhia no mês de janeiro.

Segundo informações da empresa, os últimos sindicatos que aderiram ao acordo foram o Sindicato Metabase de Itabira, o Sindicato Metabase de Congonhas e Ouro Preto (Inconfidentes), em Minas Gerais, e o Sindicato dos Ferroviários. Essas entidades representam 11,3 mil trabalhadores. O Sindicato dos Ferroviários é a maior entidade de trabalhadores da Vale, com 6,8 mil funcionários. A proposta da empresa oferece licença remunerada com 50% do salário-base e o piso de R$ 856 previsto no acordo coletivo de trabalho de 2007/2009. Além disso, compromete-se a manter, até 31 de maio de 2009, os empregos de quem aceitar o acordo.

Inicialmente, a proposta foi feita a sete sindicatos de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, mas ela foi estendida para todo o país. A Vale destacou que ainda não foi preciso conceder a licença remunerada a nenhum empregado. A diferença é que, a partir de agora, todos os funcionários estão englobados no acordo. "A empresa ressalta que somente utilizará a licença remunerada em último caso e dependendo das condições de mercado" informou por meio de nota.
 
 
FERROVIA CENTRO-ATLÂNTICA IMPLANTA SERVIÇO DE MONITORAMENTO METEOROLÓGICO E-mail
A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) implantou um serviço de monitoramento das condições meteorológicas que fornece informações em tempo real para acompanhar as operações ferroviárias. O sistema foi desenvolvido pela Gerência de Prevenção de Riscos e Segurança Empresarial da FCA e funciona no Centro de Controle Operacional (CCO), na sede da empresa, em Belo Horizonte. As informações meteorológicas são usadas no planejamento das atividades da ferrovia, na adoção de medidas preventivas contra ocorrências ferroviárias e na resposta rápida a problemas que decorram das condições do tempo.

O Centro de Climatologia MG Tempo/Cemig/PUC Minas, empresa contratada para o serviço, instalou no CCO um computador que monitora fenômenos atmosféricos ao longo de quase toda a extensão da FCA. Em cinco anos, serão gastos R$ 2 milhões, incluindo a instalação de um terminal de controle no CCO, as estações meteorológicas e o serviço prestado pelo MG Tempo/Cemig/PUC Minas. Seis técnicos do Centro de Climatologia se revezam no terminal para acompanhar a previsão 24 horas.

Quatro vezes por dia, o sistema expede relatórios com a previsão para os próximos cinco dias, monitorando temperatura, velocidade dos ventos, umidade do ar, chuvas, descargas atmosféricas, geadas e focos de incêndio. As previsões com cinco dias de antecedência têm índice de acerto de 85%. Com 72 horas de antecedência, esse índice sobe para 93%.

O alerta às áreas operacionais é feito com 72 horas de antecedência e confirmado com 24 horas, por computador e por telefone. Para fazer o alerta, foram criados níveis de intensidade de ocorrências meteorológicas. As de nível R1 são consideradas fracas, R2 moderadas, R3, fortes e R4 extremamente fortes. Um Procedimento de Rotina Operacional (PRO) sistematiza as medidas que devem ser tomadas em cada área.
 
TRANSPORTES: Governo quer tecnologia do trem de alta velocidade E-mail
BRASÍLIA, 17 de fevereiro de 2009 - O governo confirmou hoje que irá criar uma estatal para coordenar a transferência de tecnologia do trem de alta velocidade que ligará o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas. A ideia é constituir uma estatal ou um instituto de pesquisa em ferrovias para absorver a tecnologia usada pela empresa ganhadora da licitação do trem-bala para que no futuro o Brasil possa começar a fabricar peças e componentes a partir desses estudos, disse o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

O secretário disse que o governo ainda não decidiu se será uma empresa estatal ou um instituto que vai coordenar o projeto. "A forma exata está sendo discutida, estamos concluindo os estudos", declarou. Passos também informou que a criação e instalação desse órgão está vinculado ao cronograma de licitação para o trem. Ele disse ainda que o governo não cogitou a hipótese de criar uma estatal para construir e operar o trem-bala.

O secretário disse que nos estudos já realizados pela área técnica do Ministério dos Transportes não foi avaliado o custo de implantação do órgão nem quantos funcionários terá. Porém, ele afirmou que esse novo órgão será "enxuto", e que não necessitará de uma grande estrutura. "Não vai ser necessário uma estrutura pesada, mas serão necessários profissionais de altíssimo nível", afirmou. Esse órgão teria de fazer a interlocução com as universidades, com as concessionárias de transporte rodoviário e com as empresas fornecedoras e detentoras de tecnologia.

O edital para a construção do trem de alta velocidade entre Campinas e Rio, que deve ser lançado em 15 de junho e o leilão deverá acontecer em agosto, 60 dias após o lançamento do edital, como o previsto em lei. O governo pretende que o trem fique pronto em 2014, ano em que o Brasil sedia a Copa do Mundo de Futebol. O orçamento inicial para o projeto é de cerca de US$ 11 bilhões. (Ana Carolina Oliveira - Gazeta Mercantil)

http://www.gazetamercantil.com.br/GZM_News.aspx?parms=2349017,45,1,1
 
 
Quatro vagões da FCA com farelo de soja descarrilam em Minas Gerais E-mail
Fonte: 17/02/2009 - 16:00 - Agência Estado

BELO HORIZONTE - A Ferrovia Centro Atlântica (FCA), controlada pela Vale, confirmou o descarrilamento de quatro vagões, que transportavam farelo de soja. O acidente ocorreu na madrugada desta terça-feira, na altura do Bairro Porto Velho, no município de Divinópolis, no centro-oeste mineiro.

Além destes, outros dois vagões tombaram na via. A carga era proveniente do Triângulo Mineiro e tinha como destino Belo Horizonte.

De acordo com informações da empresa, não houve vítimas nem danos à propriedade de terceiros. No entanto, houve perda de parte da carga. Cada um dos vagões transportava cerca de 50 toneladas do produto.

Segundo a assessoria de imprensa da FCA, para retirada dos vagões descarrilados foi necessário interditar a passagem em nível da Rua Mateus Leme, no bairro Porto Velho, até o início da tarde.

O tráfego ferroviário neste trecho permanece interditado e deve ser liberado até amanhã. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/02/17/quatro
+vagoes+da+fca+com+farelo+de
+soja+descarrilam+em+divinopolis+mg+4123947.html

 
 
Vale será intimada em Minas E-mail
Fonte: Zu Moreira – O Tempo

O acordo da Vale com 15 sindicatos dos trabalhadores, que prevê licença remunerada com redução de 50% dos salários até 31 de maio, será investigado pelo Ministério Público (MPT) do Trabalho de Minas Gerais, que recebeu ontem denúncia e vai instaurar inquérito sobre e caso.

Segundo o procurador Geraldo Emediato de Souza, a mineradora será intimida a prestar esclarecimentos sobre a atual situação financeira da empresa. Caso não haja prejuízo contábil, a empresa poderá sofrer sanções, como a recomposição salarial do período em que foi concedida a licença, recolhimento da diferença do FGTS, entre outras contribuições sociais. Se depois de maio o trabalhador for demitido, a mineradora poderá responder por danos morais.

"A lei não permite que uma empresa tome medidas preventivas. Para a redução de salário, tem que haver prejuízo comprovado", disse o procurador, após participar ontem de audiência com 18 representantes dos sindicatos. A legislação prevê redução de até 25% do salário. "Queremos saber qual a base jurídica que respalda a redução de 50% dos rendimentos", disse.

A Vale disse que não iria comentar o assunto.

Os acordos, que abrangem cerca de 32 mil empregados, não serão anulados, segundo o procurador, para não motivar as dispensas. Até sexta-feira, porém, a empresa não havia registrado nenhum pedido de licença remunerada.

De acordo com os sindicalistas, a ação do MPT pode influenciar futuros acordos entre patrões e empregados. O procurador citou outras empresas, como Usiminas, ArcelorMittal, Gerdau e Novelis, que estariam descumprindo a legislação. "A lei exige que haja mais transparência. Até o momento, ninguém demonstrou um resultado negativo".

Betim. Hoje, será formalizado um acordo que garante emprego ou salário até 9 de março aos trabalhadores da Fiat e dos fornecedores do polo automotivo de Betim. De acordo com o sindicato dos metalúrgicos, o compromisso passa a valer a partir de amanhã. "Daí em diante, tanto o sindicato quanto as empresas terão 20 dias para avaliar o desempenho do mercado e, se for o caso, debater alternativas para manter os empregos".

São Paulo
Trabalho. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e de Mogi das Cruzes informou que chega a 24 o total de acordos entre trabalhadores e empresas com o objetivo de preservar 16,3 mil empregos.
 
 
’’’’Trem verde’’’’ da Vale troca diesel por gás E-mail
Texto publicado em 12 de Fevereiro de 2009 - 07h58

A Vale conseguiu tirar do papel um projeto de quatro anos e passa a deter uma tecnologia inédita no mundo, que permite substituir o diesel pelo gás natural para abastecer as locomotivas. O principal diferencial em relação aos outros projetos nesse sentido é o fato de a mineradora ter desenvolvido, em parceria com a White Martins, um sistema que transforma o gás natural em liquefeito.

O projeto foi batizado de Trem Verde e, por enquanto, o teste vem sendo feito em uma locomotiva da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM). O objetivo, segundo Eduardo Bartholomeu, diretor de Logística da Vale, é usar até 70% de gás natural como combustível para as locomotivas. O restante é complementado com diesel.

A Vale, dona da segunda maior malha ferroviária do Brasil, ocupa o topo de lista dos grandes consumidores de diesel do País. Metade da demanda vem das mil locomotivas usadas na área de logística. Por ano, a mineradora queima 544 milhões de litros de diesel. O investimento em alternativas ao combustível foi motivado, segundo a empresa, pela busca da redução dos gastos com combustível e pela preocupação com o efeito da emissão de poluentes.

As pesquisas começaram em 2004 e contam com a participação da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e Universidade de São Paulo (USP). Com a conversão de motores para o gás natural, a direção da Vale calcula que a redução das emissões de CO2, provenientes da queima de combustíveis, chegará a 73 mil toneladas por ano. Isso é o equivalente ao gás carbônico absorvido por uma área de mata nativa de cerca de 155 hectares.

No lado econômico, segundo Bartholomeu, um litro de diesel produz a mesma quantidade de energia que 1,056 metro cúbico de gás. No entanto, o gás custa em média 17% menos que o diesel.

Segundo o executivo, até agora foram investidos R$ 2,4 milhões, mas o projeto tem potencial para absorver R$ 460 milhões, quando incluir todas as locomotivas. "A maior dificuldade era justamente a forma de armazenar o combustível. Agora, com um tanque cheio de gás liquefeito, a locomotiva Vitória-Minas tem autonomia de 1,2 mil quilômetros (uma viagem de ida e volta de Belo Horizonte a Vitória)", explica o executivo.

A Vale faz parte de uma série de consórcios para exploração de petróleo e gás. Todos os projetos ainda estão em fase de prospecção. Mas quando começarem a produzir, calcula Bartholomeu, o gás da própria mineradora poderá ser usado para movimentar as locomotivas. Por enquanto a empresa depende do gás boliviano. Mas nem por isso o executivo mostra-se preocupado com o risco de desabastecimento, como ocorreu recentemente. "Esse é um problema resolvido. Não há chance de faltar gás."

Outro projeto em fase de testes na Vale é o que muda o acionamento dos freios das locomotivas para um sistema computadorizado, que reduz o uso de combustível na hora de parar o trem. Ao ser implantado em toda a malha ferroviária, possibilitará uma economia anual de 7 milhões de litros - uma redução de 1,3% no consumo de diesel de todas as ferrovias da Vale.

Fonte: O Estado de S.Paulo
 
Bahia mostra na Fiesp oportunidades de investimentos E-mail
Quarta-feira, 11/02/2009 - 18:52

Salvador - As oportunidades de investimentos, negócios e parcerias com a Bahia nos segmentos de infra-estrutura e logística foram apresentadas na terça-feira (10), pelo assessor especial da Secretaria do Planejamento (Seplan), Cesar Nascimento, aos dirigentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O objetivo é ampliar a integração do estado com o território nacional e organizar, em parceria com a Fiesp, um evento para o empresariado paulista. Apesar da indefinição da data, o Governo do Estado pretende atrair, mais uma vez, o interesse dos empresários brasileiros para os potenciais da Bahia, desta vez para o setor de infra-estrutura.

A expectativa é superar um evento similar realizado em 2007 que parou a Avenida Paulista. Intitulado Abrindo as Velas do Saveiro, o evento mostrou a Bahia com suas riqueza de recursos naturais e como uma das rotas – comercial e cultural – de integração nacional.

Entre os projetos de destaque apresentados aos empresários encontram-se as construções da Ferrovia 334 (Integração Oeste/Leste) e do Porto Sul, a implantação da Hidrovia do São Francisco, a revitalização dos trechos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e os trechos de concessão das rodovias estaduais.

Segundo o secretário do Planejamento, Ronald Lobato, a Bahia manterá as condições favoráveis para atrair novos investidores, a exemplo da negociação firmada com a empresa sueca Stora Enzo, que é controladora da Veracel. “Mesmo diante de uma crise internacional ela investirá R$ 4 bilhões para duplicar a produção, até 2014, e ampliará os investimentos em projetos socioambientais no Extremo Sul do estado”, ressalta.

Outro projeto que está adiantado é a construção da Ferrovia 334 entre os trechos Ilhéus/Caetité. A previsão de entrega é julho de 2011 e está sob a responsabilidade da Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, empresa controlada pela União e supervisionada pelo Ministério dos Transportes.

Além de gerar mais de 10 mil empregos já na fase de construção da ferrovia, ela surge como uma alternativa de escoamento, a baixo custo, da produção do Centro-Oeste brasileiro pelo Porto Sul, a ser construído próximo ao município de Ilhéus.

Fonte: http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2009/02/11/
Bahia_Nacional/Bahia_mostra_na_Fiesp_oportunidad.shtml

 
 
Impactos e desemprego pairam sobre exploração do ferro E-mail
Inquietações, problemas e reivindicações da sociedade civil organizada com relação às atividades de mineração na Amazônia apresentadas no Fórum Social Mundial questionam poder público e empresas do setor econômico

Por Maurício Hashizume
Entre a cruz e a espada, a mineração foi um dos temas mais "quentes" do Fórum Social Mundial (FSM) 2009, em Belém. A cruz, no caso, pode ser entendida como a crise financeira global, a redução da demanda por produtos minerais primários e o temor por cortes em massa de postos de trabalho. Já a espada simboliza os riscos sociais e ambientais associados a grandes empreendimentos do setor, que historicamente têm pressionado a vida dos povos locais e afetado o bioma da Amazônia.

Em se tratando de Pará, duas cadeias produtivas estiveram, em especial, no centro da arena de debates: a do ferro e a do alumínio. Nas salas e nas tendas do FSM, painéis trataram de diversos assuntos relacionados às formas de exploração dos ricos minérios da Amazônia: de reuniões sobre a campanha pela reestatização da Vale - 3,4 milhões votaram favoravelmente à anulação da controversa privatização da companhia ocorrida em 1997 - até oficinas sobre aspectos ambientais, econômicos e jurídicos da atuação da Vale, convocadas por organizações civis e setores ligados à Igreja Católica numa iniciativa batizada de Justiça nos Trilhos, em referência à área de influência da Estrada de Ferro Carajás (EFC) (veja especial).

A partir de questões apresentadas pela sociedade civil no FSM, a Repórter Brasil entrou em contato com as principais empresas envolvidas e representantes do poder público para obter os seus respectivos posicionamentos referentes aos projetos de mineração de ferro e alumínio. Este primeiro texto enfocará as inquietações sobre a exploração do ferro. Um texto seguinte apresentará um quadro sobre a cadeia do alumínio.

Ferro
Numa das oficinas do Fórum, o perfil econômico de uma das principais empresas do setor - a Vale - foi dissecado por Francuccio Gesualdi, do Centro Nuovo Modello di Sviluppo (Centro Novo Modelo de Desenvolvimento), da Itália. Criada em 1942 durante o Estado Novo de Getúlio Vargas, a Vale é a maior produtora de ferro no mundo. Em 2006, a mineradora incorporou a canadense Inco e passou da quarta para a segunda posição em seu setor.

Em termos de faturamento (US$ 32 milhões), fica atrás apenas de outra gigante do setor: a australiana BHP Billiton (US$ 39 milhões). O faturamento anual da Vale é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) de mais de 100 países. A nação africana do Quênia, por exemplo, dispõe de uma população de 37 milhões de habitantes e ostenta um PIB de US$ 27 milhões.

Com negócios nos cinco continentes (América, Europa, Ásia, África e Oceania), a Vale mantém diversas explorações na Amazônia como nas regiões de Carajás - de onde extrai 103 milhões de toneladas de ferro dos mais puros do mundo por ano. O minério é utilizado para a produção de ferro-gusa - em grande medida, para exportação - nas siderúrgicas da região de Carajás. De Oriximiná e Paragominas, respectivamente no oeste e no leste do Pará, a empresa extrai a bauxita. Um mineroduto de 350 km leva a bauxita misturada à água de Paragominas até as usinas de alumínio da Albras e da Alunorte, ambas ligadas à Vale, em Barcarena (PA) (aguarde matéria sobre alumínio).

Detentora de participação acionária em diversas outras empresas de mineração, a Vale mantém 124 mil trabalhadores em todo o mundo, dos quais 62% de terceirizados. Fora do Brasil, segundo Francuccio, a faixa dos terceirizados é de 48%. Entre os principais acionistas da mineradora, despontam a Litter Participação (ligada à Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), a Bradespar, a japonesa Mitsui, e o BNDESpar, braço do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Porém, as ações preferenciais de classe especial (golden shares), que garantem poder de veto para algumas decisões ligadas à exploração de ferro, devem ser obrigatoriamente de titularidade da União.

Em 10 anos, completa o pesquisador italiano, o capital da Vale multiplicou 15 vezes. De tudo o que ganha, 63% são destinados para a composição dos lucros, conforme cálculos apresentados por Francuccio. Outros 24% são destinados ao pagamento de impostos e royalties. Salários e pensões equivalem, nas contas dele, aos 13% restantes. No capítulo dos royalties, não custa nada recordar que a Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) está fixada entre 1% e 3% do faturamento líquido da mineração, enquanto os royalties do petróleo chegam a 10% do faturamento bruto.

Para discutir as entranhas e conseqüências desse sistema de exploração do ferro, a prefeitura, acadêmicos, convidados internacionais e organizações como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) participaram do Fórum Social Carajás, em Parauapebas (PA), que antecedeu o FSM 2009. A comitiva visitou minas de Carajás escoltada por um helicóptero da Força Nacional de Segurança Pública e inaugurou as pedras fundamentais do Instituto de Agroecologia Latino-Americano (Iala) e do estádio Che Guevara. Esteve também no lançamento de um bosque na "Curva do S", em Eldorado dos Carajás (PA), ponto exato do massacre de policiais militares subtraíram a vida de 19 pessoas e deixaram mais de 60 feridas em 16 de abril de 1996.

A partir do Fórum Social Carajás e de articulações como a Justiça nos Trilhos, membros de comunidades afetadas, pesquisadores e sindicalistas aproveitaram o Fórum Social Mundial em Belém para extravasar uma série de críticas. Lançado no ano passado e revitalizado no FSM, documento das entidades que fazem parte da Articulação Siderurgia, formada no bojo da Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA), coloca que o "modelo agro-minero-hidro-exportador adotado no país, cada vez mais, produz situações de injustiças ambientais e riscos à saúde humana ao explorar de forma intensiva recursos naturais para a produção de bens para o mercado global".

Segundo a Articulação Siderurgia, o esquema atual de produção "concentra renda e poder, provoca a degradação do meio ambiente, migração desordenada durante o processo de construção dos empreendimentos, a exploração do trabalho humano e deixa suas marcas de destruição predominantemente em espaços coletivos onde vivem e trabalham populações discriminadas e com restrições econômicas, como as mulheres, as comunidades tradicionais, de agricultores familiares, de populações ribeirinhas, de operários e suas famílias nas periferias urbanas, de moradores do entorno dos empreendimentos e suas infra-estruturas, dentre outros". Não custa lembrar que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tem flagrado casos de crime de trabalho escravo na produção de carvão vegetal que, muitas vezes, faz parte da cadeia de fornecimento para a indústria siderúrgica.

"Os preços ´competitivos´ das mercadorias brasileiras - como é o caso do ferro e do aço exportado - não expressam na sua contabilidade o vasto rastro de destruição de pessoas, povos, culturas economias regionais e ecossistemas, pois se assim fizessem ficaria evidenciado que o atual modelo de produção é economicamente inviável. Ou seja, em nome do ´progresso´ permite-se que sejam feitas aqui as fases mais sujas da cadeia produtiva - degradando nossos solos, consumindo e contaminando nossa água e ar, comprometendo nossa biodiversidade, a saúde, a qualidade de vida e a cultura de nossos povos - para produzir commodities, que possuem menor valor e maior volatilidade no mercado internacional", emenda o documento da Articulação Siderurgia.

Também presente no FSM, o prefeito de Parauapebas, Darci Lermen (PT), não nega a vocação da Amazônia como fonte de riquezas primárias. "Mas não queremos só isso. Queremos ultrapassar essas fronteiras, a fim de podermos construir alternativas melhores para nosso povo, verticalizando os recursos naturais", adiciona. Darci também se preocupa com o desemprego. Para ele, "a população de Parauapebas não tem nenhuma culpa pela crise econômica" e a presença do prefeito no Fórum também teve o intuito de buscar "alternativas para driblar os efeitos desta crise, pois entendemos que a riqueza do estado deve ser mais bem distribuída entre a população".

Em consonância com a Justiça nos Trilhos - que busca formas de acentuar a distribuição da riqueza proporcionada pelo minério de Carajás -, os professores Marcelo Carneiro, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e Helciane Araújo, da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), apresentaram no FSM alguns dados preliminares do estudo que vêm realizando nos municípios atravessados pela Estrada de Ferro Carajás. Por meio de entrevistas e questionários com membros de 12 povoados de Alto Alegre do Pindaré (MA), entre abril e dezembro de 2008, Helciane buscou aferir as reais condições de vida no local (incluindo o acesso a bens públicos e as formas de sobrevivência) e também a relação dos habitantes com a EFC e a Vale.

Dados primários colhidos pela pesquisa no município de 32 mil* habitantes confirmam o poder público municipal como principal empregador e um peso grande do Bolsa Família e das aposentadorias para a garantia mínima de renda. Por volta de 45% sobrevivem da pequena produção agrícola e grande parte mantém outras fontes informais de renda para complementar a receita familiar de cerca de um salário mínimo por mês. Uma das fontes informais de renda é a própria venda de refeições em "quentinhas" oferecidas pelas janelas no vaivém dos trens de passageiros pela EFC.

O levantamento provisório mostra que 75% dos entrevistados de Alto Alegre do Pindaré afirmam que a vida melhorou com a construção da Estrada de Ferro Carajás, principalmente pelas mudanças na área de transporte. Uma estrada paralela à linha do trem facilitou o acesso ao centro da cidade. Antes, o percurso a partir de algumas vilas demorava bem mais e era feito de barco. Uma parcela também apontou melhorias na geração de emprego e renda, bem como na infraestrutura, em geral.

Dos consultados, 45% também identificaram problemas com a construção da linha férrea. Os acidentes envolvendo pessoas e animais foram os mais citados (35%), mas questões relativas ao meio ambiente - como os desmatamentos, as queimadas e os impactos sobre o Rio Pindaré - também foram lembrados por quase um quinto dos entrevistados. Também preocupam a questão do saneamento, da coleta de lixo e do acesso á água, além de doenças - especialmente as respiratórias, em decorrência das atividades das atividades ligadas à mineração. Em determinados povoados, a linha do trem repartiu comunidades ao meio; apenas 23% dos que detectam a existência de problemas estão satisfeitos com as providências tomadas.

De acordo com Marcelo Carneiro, da UFMA, as previsões milionárias de investimentos na produção e as propostas bilionárias de dividendos para acionistas não condizem com a situação concreta das populações atingidas. Para ele, o nível de organização da população local está fragilizado, frente à crônica dependência das comunidades no trato com a prefeitura e os políticos locais. Entidades como sindicatos e associações de bairro não demonstram força para contestar o quadro vigente de desigualdade social.

A assessoria de imprensa da Vale, por sua vez, diz que a companhia visa "o fortalecimento socioeconômico das comunidades onde a empresa está presente" por meio de programas de desenvolvimento de fornecedores (de incentivo e qualificação da produção local e regional, inclusive para empresas de pequeno e médio porte). Além desses cursos de capacitação e de centros culturais de formação de jovens, oferece também linhas de financiamento.

A Fundação Vale realiza diagnósticos socioeconômicos dessas comunidades com o objetivo de mapear a realidade das regiões e os respectivos impactos dos empreendimentos da mineradora. Segundo a assessoria, são feitas projeções econômicas, demográficas e da demanda dos serviços e infraestrutura com vistas ao futuro. Esses estudos servem de base para um plano de gestão integrada (PGI), com ações conjuntas em parceria com o poder público local e a sociedade civil para atacar problemas.

Em novembro de 2008, a Fundação Vale apresentou o PGI da Estrada de Ferro Carajás, que contempla ações nos 27 municípios cortados pela ferrovia e prevê um investimento de R$ 229,6 milhões para os próximos cinco anos - "de acordo com as condições da economia global e com as condicionantes dos projetos", como bem frisa a assessoria.

Sobre a questão de atropelamentos de pessoas e animais que apareceu na pesquisa da professora da UEMA, a Vale afirma que mantém programas educacionais como "Educação nos Trilhos" e "Olhe o Trem", além de investir na construção de viadutos e passarelas em municípios como Anajatuba, Vitória do Mearim, Pindaré, Tufilândia e Alto Alegre do Pindaré.

Juntamente com suas controladas e coligadas - Albras, Alunorte, Cadam/Pará Pigmentos S.A. e Mineração Rio do Norte (MRN) -, a Vale declara ter investido US$ 17,3 milhões em projetos sociais apenas no terceiro trimestre de 2008 (42% a mais que os US$ 12,2 milhões investidos no mesmo período de 2007). Na área ambiental, o desembolso entre julho e setembro de 2008 foi de US$ 45,7 milhões (101% superior aos US$ 22,7 milhões investidos no mesmo intervalo do ano anterior).

Além da preservação e da vigilância da Floresta Nacional (Flona) de Carajás em parceria com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a assessoria realça que a Vale vem atuando para reduzir os déficits de infraestrutura urbana das cidades sob sua influência. A empresa declara ter conseguido articular junto ao Ministério das Cidades a liberação de R$ 180 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) para sete municípios do Sudeste do Pará. Desse total, R$ 51,6 milhões iriam para Parauapebas, com vistas à construção de 1,8 mil moradias.

O fantasma do desemprego que ronda o universo em torno da Vale também pairou sobre o Fórum Social Mundial. Samuel Aguiar, da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Açailândia (MA), destacou que a maioria dos trabalhadores das siderúrgicas do lado maranhense do Pólo Carajás veio da roça para a cidade. Eles temem perder o emprego principalmente por que o retorno ao campo se tornou inviável. "A pecuária e as plantações de eucalipto tomaram tudo", emenda. Numa das siderúrgicas de Açailândia fomentadas pelo minério extraído pela Vale, só 70 dos 260 empregados foram mantidos. De acordo com o sindicato, a média de cortes atingiu 23% do quadro funcional, sem contar a dispensa generalizada nas empresas terceirizadas.

A terceirização, na visão da Vale, "faz parte da estratégia de gestão" da empresa, "assim como da maior parte das grandes empresas globais". "De acordo com as principais escolas de gestão do mundo, a terceirização ajuda a gerir custos e focar esforços na atividade fim das empresas. No caso da Vale, tanto os empregados próprios quanto os terceiros trabalham dentro do mesmo padrão de treinamento, qualidade e segurança", assegura a assessoria.

Com relação às milhares de ações trabalhistas contra a Vale apenas na Vara de Trabalho de Parauapebas, a Vale realça que a legislação trabalhista é "bastante complexa" e "permite vários pontos de debate, de maneira que uma grande parte das ações em andamento diz respeito às divergências de interpretação jurídica". Além disso, a Vale, segundo sua assessoria, começou 2008 com 42 mil empregados e terminou com 47 mil. Ou seja, fechou o ano com um saldo positivo de cinco mil empregos, apesar da crise.

Sindicalistas estimam que a Vale já demitiu até janeiro deste ano mais de mil trabalhadores diretos. A queda no ritmo de produção acarretou ainda na demissão de outros 12 mil em nível indireto (terceirizadas). A empresa vem propondo aos sindicatos de trabalhadores uma licença remunerada com garantia de emprego até o final do próximo mês de maio mediante redução de 50% dos salários. Algumas representações de empregados espalhados pelo Brasil já aceitaram a oferta, mas outras ainda resistem.

Pelo menos três questionamentos são apresentados pelos sindicalistas. Primeiro, eles declaram que a empresa dispõe de US$ 15 bilhões em caixa acumulados, dinheiro mais que suficiente para bancar com folga a folha de pagamento anual que não ultrapassa US$ 1 bilhão. Sugerem ainda que a Vale promova cortes na remuneração dos acionistas para poupar dinheiro. E, para completar, apontam a ironia do pagamento de indenizações aos demitidos com ajuda da própria classe trabalhadora, pois a mineradora obteve créditos de peso junto ao BNDES, banco estatal regado pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

*dado corrigido na manhã desta quinta-feira (12)

www.reporterbrasil.org.br
 
Simulador de trens reproduz ferrovia em realidade virtual E-mail
Agência Usp
10/02/2009
Simulador de trens reproduz ferrovia em realidade virtual [Imagem: Vale]
Simulador de trens e ferrovias

Em conjunto com a empresa Vale, o Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica (Poli) da USP está desenvolvendo um projeto de simulador de realidade virtual que substituirá integralmente os cursos para treinamento de maquinistas.

O objetivo é criar uma tecnologia de ponta totalmente nacional para capacitação e treinamento dos maquinistas da Vale, que opera 9.863 quilômetros de linhas férreas, empregando cerca de 3 mil maquinistas e mais de mil locomotivas. O projeto, iniciado em janeiro do ano passado, deve ser concluído em 2010.

Ferrovia virtual

A ferramenta de simulação reproduzirá fielmente o comportamento do trem por todo o trajeto da ferrovia. Para isso, serão contemplados todos os sistemas que formam o trem, desde a tração e o freio dinâmico e distribuído da locomotiva, a dinâmica de vagões, a geometria da via férrea, até a visualização do ambiente com variações do dia (com sol, chuva, neblina, noite) e sons.

Além disso, estarão incorporados aspectos como o tempo de percurso, consumo de combustível, choques de força de tração/compressão em engates e índice de segurança contra descarrilamento.

Ferramenta de engenharia

"O simulador permitirá, ainda, o estudo de novas configurações de trens, formas de operação e ser utilizado como ferramenta de engenharia", ressalta Roberto Spinola Barbosa, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli. "Este desenvolvimento pretende atender às necessidades de organização e gestão do conhecimento técnico sobre modelagem e operação de trem."

Spinola acrescenta que todos os equipamentos utilizados neste simulador são convencionais - computadores de ampla utilização no mercado, monitores de alta resolução, sistemas operacionais Windows ou Linux e equipamentos comuns de rede - e que, da forma como está sendo construído, terá manutenção de baixo custo e poderá ser facilmente reproduzido para outras aplicações.

"Sua arquitetura permite que seja replicado para outras operações dentro da Vale, como nas unidades dos portos ou das minas", ressalta. "E, ainda, essa solução poderá ser interessante para outros sistemas de transporte como as redes de metrô e de trens de passageiros."
Ler mais...
 
Funcionários da Vale querem assembléia para analisar licença remunerada E-mail
Fonte: Agência Estado (Portal Uai)
Cerca de 600 empregados da Vale decidiram protocolar nesta terça-feira, no Sindicato Metabase de Itabira, abaixo-assinado pedindo a realização de assembleia deliberativa para análise da licença remunerada proposta pela mineradora. Apesar do pleito, o sindicato mantém firme sua posição de não aceitar a proposição da mineradora, que prevê licença com 50% do salário-base e o pagamento do piso de R$ 856,00 previsto no Acordo Coletivo de Trabalho de 2007/2009. Pelos termos do acordo, a Vale também se compromete a manter, até 31 de maio de 2009, os empregos de quem aceitar o acordo.
O número de manifestantes em defesa da votação parece alto, já que o Sindicato reúne 2,15 mil trabalhadores na ativa. Mas, segundo o assessor sindical da entidade, Efraim Gomes de Moura, nem todas as assinaturas são de associados, embora ele não saiba dizer quantas pessoas estão, de fato, filiadas. "A proposta foi avaliada pelo sindicato como ilegal, por isso não vamos apresentá-la aos associados", afirmou, argumentando que a Vale está sugerindo uma redução salarial acima daquela permitida por lei, de 25%, no máximo.
Até agora, a manifestação ficou circunscrita ao Sindicato Metabase de Itabira, que prepara para o próximo dia 11 ato em frente ao escritório central da Vale, no Rio. Já o Sindicato Metabase de Congonhas e Ouro Preto (Inconfidentes), que também se manifestou contrário à proposta da Vale, disse que só vai promover uma assembleia deliberativa quando a entidade e a mineradora chegarem a um termo comum
Segundo o diretor-jurídico do Sindicato de Congonhas, Julio Freitas, a entidade quer que a garantia de manutenção dos empregos seja estendida a 31 de novembro, e não 31 de maio. Os trabalhadores querem, também, licença remunerada equivalente a 75% do salário-base. Enquanto isso, o sindicato pretende realizar reuniões ao longo desta semana para avaliar a situação dos metalúrgicos na região.
Para o assessor do Metabase Inconfidentes, Bernardo Lima, muitos trabalhadores acreditam que a adesão à proposta da Vale garantirá estabilidade no emprego, o que não é verdade. "A proposta da Vale dá a entender que haverá garantia de emprego, mas não podemos nos apoiar nisso, até porque os especialistas admitem que a crise seja longa", disse ele.
A Vale preferiu não se pronunciar sobre o manifesto e as posições dos sindicatos. Até agora, 17,8 mil empregados aceitaram os termos da proposta feita pela mineradora, os quais pertencem a oito sindicatos. Outros cinco sindicatos majoritários, os quais reúnem 15,5 mil funcionários, ainda estão avaliando a proposição. Os únicos, até agora, que manifestaram contrariedade foram o Sindicato Metabase de Itabira e o Sindicato Metabase de Congonhas e Ouro Preto (Inconfidentes).
 
Vale acerta licença remunerada com 17,8 mil empregados E-mail
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009, 14:48

MICHELLY TEIXEIRA E RAQUEL MASSOTE - Agencia Estado

SÃO PAULO E BELO HORIZONTE - A Vale fechou hoje acordo de licença remunerada com o oitavo sindicato de funcionários, elevando para 17,8 mil o número de empregados que aceitaram os termos da proposta feita pela mineradora. A informação foi confirmada à Agência Estado pela empresa, que oferece licença remunerada com 50% do salário-base e o piso de R$ 856,00 previsto no Acordo Coletivo de Trabalho de 2007/2009. Além disso, se compromete a manter, até 31 de maio de 2009, os empregos de quem aceitar o acordo.

Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Belo Horizonte (STEFBH), David Elinde Silva, os mais de mil trabalhadores representados pela entidade julgaram a proposta positiva em assembleia, que teve a concordância de 97% dos presentes.

A Vale propôs a licença remunerada a todo o seu contingente de empregados próprios, de 37,8 mil pessoas, número que não considera a força de trabalho de controladas e coligadas.
Quinze sindicatos foram consultados pela Vale.

Ontem, por exemplo, a Vale enviou a proposta a cinco sindicatos majoritários, os quais reúnem 15,5 mil funcionários. Outras entidades - Sindicato Metabase de Itabira e Sindicato Metabase de Congonhas e Ouro Preto(Inconfidentes), que reúnem 4,5 mil empregados -, se mostraram contrárias aos termos da proposta de licença remunerada, em reportagens veiculadas na imprensa. Eles pretendem convocar assembleia de trabalhadores na próxima semana. A Vale diz, contudo, que ainda não recebeu documento formal destes sindicatos.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/
economia,vale-acerta-licenca-remunerada-com-178-mil-empregados,315654,0.htm
 
Vale propõe licença remunerada e garantia de empregos até maio para MG e MS E-mail
Fonte: Portal Uai (FolhaNews)

A mineradora Vale apresentou a sindicatos de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, em reunião nesta quinta-feira, a proposta de concessão de licença remunerada com 50% do salário-base, com garantia de empregos até 31 de maio deste ano.

"Esta medida possibilita a manutenção do nível de emprego nos Estados e assegura a preservação de todos os benefícios do acordo coletivo. Na proposta, a empresa também se compromete a garantir os empregos até 31 de maio de 2009", informou a companhia em comunicado.

A garantia de emprego só será concedida, conforme a empresa, aos profissionais ligados aos sindicatos que aceitarem esta proposta, "tanto os que vierem a entrar de licença remunerada quanto os que continuarem em atividade".

Segundo a empresa, a proposta é inédita no país. "Proposto pela primeira vez no Brasil, este tipo de acordo já acontece em vários países, inclusive com o subsídio de governos, que assumem uma parte dos dispêndios do acordo", comunicou a Vale, cujo presidente, Roger Agnelli, tem reunião prevista com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta-feira.

Conforme o comunicado, a proposta da Vale prevê que a companhia arque "integralmente com os custos".

"O objetivo dessa nova proposta é possibilitar que a Vale consiga ganhar tempo para organizar sua produção em diferentes minas, de forma a se adequar à realidade de mercado. A empresa reafirma a sua confiança nas perspectivas do mercado global de minério de ferro", conclui.

Veja os pontos da proposta da mineradora:

* Licença remunerada com 50% do salário-base, garantido o mínimo de R$ 856 (piso salarial previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (2007/2009).

* Manutenção integral de todos os benefícios do ACT 2007/2009, tais como assistência médica, previdência complementar, cartão-alimentação no valor de R$ 220 mensais, reembolso creche, reembolso escola e material escolar, seguro de vida, entre outros.

* Garantia de manutenção do emprego até 31 de maio de 2009 para todos os empregados vinculados aos sindicatos que aceitarem o acordo, incluindo os que entrarem em licença e os que continuarem em atividade.

* O empregado será informado com 15 dias de antecedência sobre o início da licença remunerada.

* Em caso de necessidade operacional, a licença remunerada poderá ser interrompida, sendo comunicado com 15 dias de antecedência.
Ler mais...
 
Sindicato diz que MRS Logística planeja mais demissões E-mail
20 de Janeiro de 2009 | 14:37

A MRS Logística, concessionária e operadora da malha sudeste da Rede Ferroviária Federal, estaria planejando mais demissões, após ter anunciado ontem um corte equivalente a 5% do seu quadro de pessoal, ou 200 empregados.

A informação é do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Belo Horizonte (STEFBH). A MRS nega que esteja planejando novas demissões, mas não descarta novas dispensas caso a crise financeira mundial se agrave. O diretor financeiro do sindicato, David Eliude Silva, conta que as demissões anunciadas ontem não teriam relação com a crise, pois seriam empregados que estão se aposentando, além dos que optaram por pedir demissão. A MRS informa que os cortes tiveram influência da crise, já que o transporte de cargas da empresa teve queda de cerca de 40%. Silva, do sindicato, conta que deverá haver uma negociação com a MRS na semana que vem. "O clima é de apreensão. Porque quando um pai de família tem a possibilidade de perder o emprego fica todo mundo apreensivo, ligando para o sindicato. Está todo mundo preocupado", afirma Silva.

A MRS informa que as conversações com os sindicatos estão no começo para buscar uma solução para os trabalhadores. Silva lembra que, em novembro, a MRS teria colocado cerca de 500 empregados em férias coletivas até meados de abril, medida inédita na história da MRS, segundo o sindicalista. A MRS contesta essa informação. De acordo com a empresa, de 26 de dezembro a 4 de janeiro alguns funcionários administrativos que tinham direito de gozar férias o fizeram, mas que seriam em torno de 10% do quadro de 3,6 mil trabalhadores.

A MRS também informou que, desde novembro, funcionários de diversas áreas, com direito a férias, estão suspendo suas atividades temporariamente por meio de rodízios, para não afetar a produtividade de determinadas áreas da companhia. Segundo a MRS, os empregados que entraram nesse sistema corresponderiam a 25% do seu quadro de pessoal.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/ae/economia/
sindicato-diz-mrs-logistica-planeja-mais-demissoes-243283.shtml
 
Governo adia leilão de concessão de duas ferrovias E-mail
(Daniel Rittner | Valor Econômico )

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/01
/16/governo-adia-leilao-de-concessao-de-duas-ferrovias-738444161.asp

 
Pressão contra direitos trabalhistas E-mail
Procurado por empresários, presidente Lula se dispõe a intermediar conversas com sindicatos para flexibilizar legislação
Leonencio Nossa, Marcelo Rehder, Patrícia Cançado e Paulo Justus
A sugestão do presidente da Vale, Roger Agnelli - de flexibilização temporária das leis trabalhistas, como forma de evitar mais demissões em massa -, publicada pelo Estado na edição de domingo, trouxe à tona uma discussão que tem ganhado corpo no governo e entre grandes empresas e sindicatos. [...]
Ler mais...
 
Vale anuncia demissões e férias coletivas E-mail
(Com informações do Uai e Folha News)

A crise financeira mundial já começa a mostrar seus efeitos no país. A Vale anunciou, hoje, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai demitir 1.300 funcionários pelo mundo, sendo a maioria em Minas Gerais. Além disso, mais 5.500 trabalhadores entram em férias coletivas escalonadas e outros 1.200 estão recebendo treinamento para serem realocadas dentro da companhia. As férias coletivas devem parar de maneira gradual e o revezamento deve durar até fevereiro.
Ler mais...
 
Seja Bem Vindo(a) E-mail
Seja Bem Vindo(a) ao novo site do STEFBH! Queremos que você se sinta à vontade para navegar, enviar sugestões. Aproveite e cadastre-se no site para receber informativos e novidades, clicando |aqui|.

Um grande abraço,

Diretoria do STEFBH

 



top
Rua Itajubá, 141 - Floresta | Belo Horizonte | MG | Brasil |
Tel.(31) 3442-1455 | Cep: 30.150-380 | CONTATO
Desenvolvimento: Dimixus®
Todos os direitos reservados © 2014 Sindicato dos Ferroviários - STEFBH
Desenvolvido por: No Image